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Cotrim denuncia campanha sequestrada e dano já causado

Cotrim nega ter sabido da alegação há dois anos; a queixa-crime é apresentada hoje, e o candidato mantém o foco na campanha

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  • João Cotrim de Figueiredo soube esta manhã, no fim da ação de campanha em Gondomar, de um comunicado enviado à Lusa pela ex-assessora da Iniciativa Liberal que reportou o caso há dois anos.
  • O candidato negou ter conhecimento da alegação há dois anos e afirmou que a queixa-crime está pronta à hora do almoço e será entregue ainda hoje.
  • Referiu pela primeira vez o apelido da ex-assessora, a dizer que a nota aponta que a veracidade dos factos será apurada em tribunal e que, segundo ela, a story foi divulgada sem consentimento; acrescentou que o dano está causado e, portanto, a responsabilidade tem que ser apurada.
  • A Iniciativa Liberal negou qualquer queixa interna ou reporte sobre Cotrim e manteve a líder Mariana Leitão no comício, com o candidato a elogiar a integridade da dirigente.
  • Cotrim acusou jornalistas de serem instrumentalizados para dinamitar a campanha, reiterando que tudo será apurado em tribunal e mantendo o foco na campanha.

O que aconteceu envolve João Cotrim de Figueiredo, candidato presidencial da Iniciativa Liberal (IL), que negou ter conhecimento de uma acusação vinda de uma ex-assessora da IL. A informação foi tornada pública pela ex-assessora num comunicado à Lusa, alegando ter reportado o caso à IL há dois anos. O episódio ocorreu no âmbito de uma ação de campanha em Gondomar, onde o candidato discursava.

Imediatamente antes de falar aos jornalistas, o assessor de Cotrim transmitiu instruções ao candidato, que se pronunciou para negar qualquer conhecimento prévio da acusação. Alega ainda que a queixa-crime estaria pronta e seria apresentada no dia seguinte. O candidato referiu que a acusação seria apurada em tribunal.

Ao longo do relato, Cotrim mencionou pela primeira vez o apelido da ex-assessora associando-a à divulgação de uma story entre amigos, sem, contudo, confirmar detalhes. Disse que o dano já estaria causado e que a responsabilidade deve ser apurada, mantendo que todos os factos vão ser avaliados judicialmente.

Reação do partido e posição de liderança

A IL havia evitado esclarecer se houve denúncia interna de assédio. Após o surgimento do comunicado, o partido negou qualquer queixa interna ou reporte formal ou informal. A defesa de Cotrim destacou a integridade de Mariana Leitão, líder atual da IL, que na época era chefe de gabinete do grupo parlamentar, sem afirmar ter sido informada do alegado.

O candidato manteve a entourage de apoio da líder do partido no comício daquela noite, sem contestar a versão de Leitão. Questionado sobre eventual desconforto na sequência de interações, respondeu que tudo será apurado em tribunal e que não recebeu qualquer comunicação anterior sobre o tema.

Impacto na campanha e próximos passos

Cotrim afirmou que a campanha precisa manter o foco, argumentando que o tema pode desviar a atenção de propostas eleitorais importantes. Encarou a divulgação da acusação como tentada a afetar o processo eleitoral, indicando que a queixa-crime entraria em breve e que a prioridade é a campanha.

O candidato convergiu para o ritmo da jornada de campanha, citado por apoiantes durante uma passagem pelo Centro de Dia do Soutelo, em Gondomar, onde manteve contacto com eleitores idosos. A situação gerou tensão entre a agenda pública do candidato e a controvérsia em curso, que permanece sem resolução imediata.

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