- A campanha de Luís Marques Mendes foca a estabilidade política, com muitos membros do Governo presentes e o adversário João Cotrim Figueiredo como alvo principal.
- Desde o início oficial da campanha, passaram pela volta oito ministros, metade do Governo, e o primeiro-ministro marcou presença no arranque e na reta final.
- O ex-ministro Luís Montenegro avisou os eleitores do PSD e do CDS-PP para não subestimar o voto e deixou claro que escolher Cotrim Figueiredo ou António José Seguro facilitaria a passagem de dois candidatos populistas à segunda volta.
- Marques Mendes afirma ser o único “candidato da estabilidade”, defendendo que manter o executivo durante a legislatura é cumprir a Constituição e que estabilidade permite aumentar salários e pensões e baixar impostos.
- O candidato criticou o líder apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), Cotrim Figueiredo, bem como outros adversários, e manteve a mensagem de uma liderança “tranquila, mas firme” com resultados concretos.
A campanha presidencial de Luís Marques Mendes centra-se na defesa da estabilidade política como pilar central. O candidato, apoiado por PSD e CDS-PP, aponta João Cotrim Figueiredo como principal adversário e crítico desde o arranque oficial de campanha.
Entre os elementos do Governo, passaram pelo comício ou sessão até quarta-feira à noite oito ministros, o equivalente a metade do elenco ministerial, além do próprio primeiro-ministro, que inaugurou o tom no dia inicial e reforçou a mensagem na reta final.
Durante a arrancada, Montenegro deixou um aviso contundente aos eleitores do PSD e CDS-PP: optar pela estabilidade é evitar a eleição de candidatos apontados como extremistas. O comentário foi feito numa intervenção pública na Batalha.
Em termos de cenário, um estudo recente situou Marques Mendes na segunda volta, atrás de André Ventura, o que mantém a campanha sob pressão de sondagens. No terreno, Mendes reforçou que o objetivo é concentrar votos para impedir alianças com extremos.
Em Famalicão, o líder do PSD descreveu o candidato como o único com propostas de governação claras e sem atrelados a projetos encapotados, apelando novamente à concentração de votos para impedir a ascensão de candidatos extremos, sobretudo Ventura e Seguro.
Marques Mendes apresenta-se como o único candidato da estabilidade, defendendo que essa estabilidade não é favorável ao Governo, mas ao país. Garantiu que manter a legislatura é cumprir a Constituição, integrando a ideia de que estabilidade permite avanços económicos e sociais.
No plano da comunicação, o candidato sinalizou que a estabilidade facilita aumentos salariais, pensões e uma redução de impostos, apresentando-se como independente, mesmo com apoios partidários, e destacando a experiência de cargos anteriores e a atuação de Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.
Entre os adversários diretos, Cotrim Figueiredo é o alvo principal, com críticas sobre imaturidade e hesitações relativas a apoios a Ventura numa possível segunda volta. Foram também mencionadas críticas indiretas a Gouveia e Melo e avisos sobre evitar um governo socialista em Belém.
Em termos de propostas, Mendes prometeu uma liderança serena, mas firme, com foco em resultados concretos. Nas ruas, a saúde e as pensões surgem entre as questões mais debatidas, com Mendes a reconhecer reformas necessárias no SNS.
A presença da família do candidato manteve-se constante, com a mulher Sofia Marques Mendes ao lado em diversas ocasiões, acompanhada pela prole em momentos pontuais, contribuindo para a visibilidade da campanha.
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