- Mariana Leitão não assinou a carta aberta de solidariedade ao candidato e não assumiu posição pública; Cotrim de Figueiredo disse ter recebido uma chamada “bastante calorosa” da líder, mas não a viu assinar com colegas de posição hierárquica.
- Leitão vai aparecer numa ação de campanha no Porto, mas ainda não reagiu publicamente às acusações de assédio que recaem sobre João Cotrim Figueiredo.
- O Observador pediu uma reação oficial da IL; a resposta institucional reiterou que a Iniciativa Liberal não vai alimentar uma campanha suja.
- Cotrim falou ao telefone com a advogada, discutindo queixa potencial, a disseminação da story no Instagram e eventuais danos patrimoniais na campanha.
- Sondagens apontam Cotrim em terceiro lugar com 19%, diante de Marques Mendes com 14%; a agenda de campanha sofreu alterações, incluindo o cancelamento de um encontro com Santana Lopes devido a entrevistas e à chuva.
A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, não assinou a carta aberta de 30 mulheres a mostrar solidariedade com o candidato, e não assumiu posição pública. João Cotrim de Figueiredo revelou uma chamada dele à líder, que descreveu como calorosa, mas adiou a assinatura por questões de hierarquia dentro do partido.
Leitão deverá marcar presença numa ação de campanha no Porto, numa quinta-feira. Não reagiu publicamente à acusação de assédio de que é alvo o próprio Cotrim Figueiredo.
O regresso de Leitão ocorre num momento em que Cotrim de Figueiredo tem procurado manter a confidencialidade sobre a queixa apresentada pela ex-assessora da IL, e cruza com declarações públicas envolvendo a líder na fase inicial da campanha.
Reações oficiais
A assessoria de imprensa da IL respondeu institucionalmente, recusando alimentar uma campanha considerada suja, ligada às eleições presidenciais. A líder já tinha ocupado o cargo de chefa de gabinete do grupo parlamentar entre 2022 e 2024.
Cotrim manteve contato com a advogada, sócia de um dos apoiantes, para discutir o tipo de queixa e os prazos possíveis. A conversa abordou ainda a divulgação da queixa numa story do Instagram partilhada apenas com amigos próximos.
Questiona-se, também, a viabilidade de eventuais danos patrimoniais na campanha, com Cotrim a confirmar a tentativa de apresentar a queixa ainda antes do fim da corrida. Não houve confirmação de data, apesar de novas conversas com a advogada.
Contexto da acusação e investigação
A psicóloga Maria João Faustino revelou nas redes sociais que uma jovem procurou-a, após o lançamento de um livro sobre assédio sexual, referindo-se a situações envolvendo uma figura influente da IL. A identificação da pessoa não foi feita.
Os relatos indicam que a jovem é antiga assessora da IL, mas a publicação não nomeou a figura alegada. A divulgação da história ocorreu enquanto Cotrim usava o ángulo de combate a informações falsas.
Campanha e agenda
O discurso de Cotrim na noite de terça-feira foi pautado pela sondagem que o coloca em 3.º lugar, com 19%, acima de Marques Mendes com 14%. A análise não reflete ainda impactos de acusações em curso.
O jantar de apoio, com cerca de 200 convidados, ocorreu com Marcus de 10 euros por inscrição, indicando o esforço de mobilização da candidatura. O líder despediu-se rapidamente para entrevistas com Santana Lopes, que condicionaram a agenda.
Um encontro com Santana Lopes, anteriormente marcado para a Figueira da Foz, foi cancelado devido a compromissos com entrevistas a candidatos presidenciais. A agenda de manhã incluiu visitas a um Centro de Dia, em substituição a visitas à feira de Gondomar, devido à chuva.
Perspectivas e próximos passos
A justiça não deverá decidir antes de os eleitores formarem o seu juízo sobre as alegações de assédio e o seu potencial impacto no voto. A equipa de Cotrim continua a acompanhar o desenrolar da situação junto da advogada para fechar possíveis queixas.
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