- O Irão anunciou planos de julgar e executar rapidamente milhares de detidos por participarem nas manifestações, com julgamentos sumários e acusações de “inimizade a Deus”.
- Erfan Soltani, 26 anos, detido num protesto em Karaj, teve a família informada de que seria enforcado esta quarta-feira.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, avisou o regime iraniano para não executar manifestantes, prometendo “uma ação muito forte” se assim acontecer.
- Os EUA começaram a retirada de pessoal não essencial da base de Al Udeid, no Qatar, na sequência das ameaças de retaliação do Irão.
- O Irão ameaçou atacar bases militares dos EUA na região; Trump desvalorizou a ameaça, fazendo referência a ações anteriores.
O regime iraniano indicou hoje que pretende julgar e executar rapidamente os milhares de detidos por participação nas manifestações das últimas semanas. A promessa surge após avisos do Presidente dos EUA para não recorrer a execuções.
Gholamhossein Mohseni-Ejei, presidente do Supremo Tribunal, afirmou que, se é para agir, é para já. Segundo o responsável, julgamentos sumários poderão ocorrer em meses, com a possibilidade de pena de morte por crime de inimizade a Deus. Erfan Soltani, 26 anos, está entre os detidos.
A imprensa iraniana já mostrou várias confissões de detidos, algumas associando EUA e Israel aos protestos. organizações de direitos humanos defendem que tais declarações podem ter sido obtidas sob pressão ou tortura.
Reação internacional e tensões
O presidente dos EUA reiterou hoje que o Irão não deve executar manifestantes, dizendo que poderá haver uma resposta firme. Trump também insinuou que os EUA podem intervir por via militar se as execuções avançarem.
O Irão respondeu que pode atacar bases militares americanas na região em retaliação a qualquer ataque dos EUA, comentário que o líder norte-americano minimizou, referindo-se a ações passadas contra instalações iranianas.
Desdobramentos militares e logísticos
De forma prática, os EUA começaram a retirar parte do pessoal não essencial da base de Al Udeid, no Qatar, cenário de tensões desde junho. A medida visa reduzir riscos em caso de escalada regional.
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