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Irão afirma ter controlo total da situação

Após semanas de protestos, o Irão afirma ter controlo total; o Reino Unido fecha temporariamente a embaixada em Teerão e atualiza conselhos de viagem

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"Temos o controlo total" da situação, diz ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano
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  • O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou à Fox News ter “controlo total” da situação e que reina a calma.
  • O Reino Unido fechou temporariamente a embaixada britânica em Teerão, com os serviços a passarem a funcionar à distância.
  • As manifestações anti-governo começaram a 28 de dezembro e já se alastraram a mais de 100 cidades, impulsionadas pela crise económica e pela depreciação do rial.
  • A Amnistia Internacional alerta para assassinatos ilegais em massa e pede à ONU para impedir mais derramamento de sangue.
  • A organização cita vídeos verificados e testemunhos que apontam repressão generalizada para esmagar a revolta maioritariamente pacífica, que já provocou pelo menos duas mil vidas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou à Fox News que o país tem o controlo total da situação. A entrevista gravada hoje foi emitida após mais de duas semanas de protestos reprimidos.

Segundo a explicação do chefe da diplomacia, a calma já reina e o Irão tem o controlo total da crise. A declaração foi difundida pela cadeia norte‑americana, com excertos a indicar que a entrevista será transmitida às 23:00 GMT.

O Reino Unido informou ter fechado temporariamente a sua embaixada em Teerão, com o serviço consular a funcionar à distância. Os conselhos aos viajantes foram atualizados para refletir a alteração.

Desde 28 de dezembro, o Irão tem sido palco de uma vaga de protests iniciada por comerciantes e setores afetados pela inflação e pela queda do rial. A mobilização já se espalhou a mais de 100 cidades do país.

Acusações da AI

A Amnistia Internacional denuncia assassinatos ilegais em massa durante os protestos antigovernamentais e pede à ONU que intervenha para impedir mais derramamento de sangue. A organização aponta para repressão sistemática pelas forças de segurança.

A AI destaca vídeos verificados e testemunhos que indicam repressão à revolta, apontando para uma escalada de violência. A ONG afirma que as autoridades iranianas toleram a impunidade e incentivam condutas criminosas. Até ao momento, a AI não divulga números oficiais.

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