- Em 13 de junho de 2024, Inês Bichão afirmou ser vítima de assédio sexual por alguém muito influente na Iniciativa Liberal (IL).
- As autoras do livro “Me too: um segredo muito público” dizem que, na Feira do Livro de 2024, uma mulher jovem lhes contou estar a passar por uma fase difícil devido a assédio por alguém influente na IL; essa mulher era Inês Bichão, que acusa Cotrim de Figueiredo.
- Num post publicado nas redes sociais, as académicas Júlia Garraio, Maria João Faustino, Rita Santos e Sílvia Roque lembram que partilharam o episódio há quase dois anos e defendem que a acusação não é uma ficção de pré-campanha, havendo indicações de uma denúncia antiga.
- O Observador revela que as acusações já eram conhecidas em meios internos da IL há cerca de dois anos, contrariamente ao que afirmou o candidato ter tomado conhecimento apenas no domingo anterior.
- Cotrim de Figueiredo foi confrontado na Covilhã, negou o assédio, classificou as acusações como falsas e disse que o assunto será tratado exclusivamente em tribunal.
No dia 13 de junho de 2024, Inês Bichão revelou ter sido vítima de assédio sexual por parte de uma pessoa influente na Iniciativa Liberal (IL). A denúncia apareceu durante a Feira do Livro de 2024, quando uma mulher jovem promoveu o relato junto de uma das autoras do livro Me too: um segredo muito público – assédio sexual em Portugal, cuja obra associa o caso a Cotrim de Figueiredo.
As académicas Júlia Garraio, Maria João Faustino, Rita Santos e Sílvia Roque partilharam, nas redes sociais, que este episódio não equivale a uma testemunha direta, mas confirma que a acusação já circulava há quase dois anos. Reforçam ainda a necessidade de tratar o tema com seriedade, em resposta ao uso político que circula em torno do caso.
As informações públicas começaram no domingo, quando uma antiga assessora publicou no Instagram, numa história visível apenas a um grupo restrito, alegações de assédio sexual citando frases atribuídas a Cotrim de Figueiredo. A imagem percorreu redes e chegou às redações na segunda-feira seguinte, segundo relatos da imprensa.
Segundo o Observador, as acusações já eram conhecidas em meios internos da IL há cerca de dois anos, o que contraria a afirmação do candidato de que só tomou conhecimento do caso no fim de semana anterior. Cotrim de Figueiredo foi confrontado numa ação de campanha na Covilhã, onde negou as acusações, classificando-as como falsas e associando-as a política suja.
O eurodeputado e ex-líder da IL disse não ter tido conhecimento das situações relatadas e afirmou que o assunto passará a ser tratado em tribunal. Disse também que só falará publicamente em tribunal, mantendo o tom de defesa da sua honra perante as acusações.
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