- André Ventura, líder do Chega, mantém um ritmo de duas arruadas por dia na campanha presidencial, com menos comícios e maior presença digital.
- A campanha está mais moderada que nas legislativas de 2025; há expectativa de segunda volta e, se acontecer, prevê-se aceleração de temas e maior intensidade de debate.
- Ventura diz procurar falar sobre temas relevantes (saúde, pensões, imigração), evita ataques diretos aos adversários e apresenta-se como portal da voz das pessoas, não da queixa.
- O candidato mantém a convicção de vencer, com perceção de vitória em várias sondagens, mas reconhece o risco caso não passe à segunda volta.
- A relação com a AD e Luís Montenegro é marcada por desafios estratégicos sobre uma eventual segunda volta; a imigração permanece na agenda, com críticas à gestão do Governo.
André Ventura, líder do Chega, tem mantido um ritmo de campanha marcado por deslocações contínuas pelo país e por uma comunicação com o eleitorado centrada em temas como saúde, corrupção e imigração. A campanha, que já enfrentou questões de saúde no passado, continua a apostar numa presença constante nas ruas e pouco em discursos longos.
O jornal Observador pediu ao cabeça de lista que descrevesse a gestão de esforços para a fase final da campanha, o papel da família e a utilização das redes sociais. O candidato tem estado acompanhado pela mulher, Dina Ventura, e tem reduzido o número de comícios, mantendo, ainda assim, duas arruadas diárias em média.
Ritmo, equipa e estratégia
Ventura explica que o objetivo é cobrir o território de forma mais ampla, ainda que com menor cadência de ações diárias. As redes sociais são apontadas como ferramenta essencial para manter contacto directo com os eleitores, segundo o candidato. O dirigente do Chega afirma que o discurso na rua tem sido mais focado em temas específicos, como pensões, saúde e segurança.
Saúde, limites e moderação
O aspirante à Presidência reconhece ter enfrentado problemas de saúde na campanha anterior, o que o levou a uma maior cautela. Mantém que os limites pessoais influenciam a forma de estar no terreno, sem revelar alterações fundamentais na estratégia. Em termos de equilíbrio, assegura que a família aporta conforto à equipa.
Diálogo com a imprensa e relação com adversários
Ventura mantém contacto próximo com jornalistas, com breves intervenções ao fim de cada arruada. A abordagem de ataque direto aos rivais é descrita pelo candidato como menos relevante do que discutir temas prioritários para o país. O objetivo é apresentar propostas e promover debates sobre políticas públicas.
Imigração, relação com o Governo e cenários futuros
O tema migratório continua presente, embora com menor foco que noutras campanhas. O candidato afirma que há contributos legislativos, mas que ainda se verifica descontrolo migratório. Em relação a alianças, enfatiza que as eleições são distintas e que a decisão deve orientar o país para a frente, não para o passado.
Perspetivas para segunda volta e posição pública
Caso haja segunda volta, Ventura antevê agravamento de tom e maior intensidade de confronto, mantendo o foco em temas centrais para a opinião pública. O líder do Chega afirma estar preparado para enfrentar diferentes cenários e manter a mobilização do eleitorado, sem adiantar estratégias específicas.
Contexto político e cenário eleitoral
O candidato reforça a ideia de que estas eleições são decisivas para o país e para o seu papel no Parlamento, caso passe à segunda volta. Questionado sobre a possibilidade de uma vitória na primeira volta, admite que esse desfecho seria incomum, mas não descarta a hipótese dado o momento de mercado de opinião.
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