- A corrida presidencial em Portugal para 18 de janeiro de 2026 já soma onze candidatos, incluindo três independentes, com 15% de indecisos ainda por votar.
- André Ventura (Chega) mantém liderança nas sondagens, mas sem vencimento claro; António José Seguro (PS) e Marques Mendes (PSD/CDS) seguem próximos na intenção de voto, enquanto João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) tem subidas recentes.
- Marques Mendes apresenta o mote “Presidente de todos os portugueses”, apoiado por Rui Moreira e figuras social-democratas; Henrique Gouveia e Melo apresenta-se como independente, com apoio de nomes militares e políticos.
- Catarina Martins (Bloco de Esquerda) concorre pela esquerda, já Joana Amaral Dias (ADN) defende uma visão mais crítica da UE; António Filipe (PCP+Os Verdes) aposta numa candidatura comunista; Jorge Pinto (Livre) afirma ser a opção A para a esquerda.
- João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) surge como liberal, com o lema “Imagina Portugal” e posição independente; as candidaturas já foram formalizadas com assinatura de listas até 18 de dezembro.
O cronograma eleitoral mantém a data de 18 de janeiro de 2026 para a eleição presidencial, com a maioria dos candidatos já definida. O panorama indica que a corrida não ocorrerá apenas na primeira volta, havendo possibilidade de segunda volta conforme o escrutínio. O foco atual é entender quem está na corrida, onde e por que se apresentam.
A performance nas sondagens tem mostrado flutuações ao longo das últimas semanas. André Ventura lidera de forma consistente, mas sem números suficientes para garantir vitória já na primeira votação. Henrique Gouveia e Melo, antes líder, perdeu terreno, enquanto Marques Mendes tem aparecido em posição estável, com variações residuais. João Cotrim de Figueiredo surge como surpresa ascendente em alguns recenseamentos.
A lista oficial de candidatos já inclui 11 nomes com candidaturas formais. Entre independentes e apoiados por partidos, os percursos variam desde figuras políticas de longa data até novas figuras no cenário. O leque de motes de campanha varia desde propostas de união nacional a plataformas de liberalismo económico ou de defesa de valores democráticos.
Apoios e motes de candidatura
Marques Mendes, 68 anos, apresenta o mote de unir os portugueses, com apoio de figuras do PSD e CDS bem como de personalidades independentes. Henrique Gouveia e Melo aposta na independência de centro e liberalismo, com uma rede de apoiantes militares e civis. Joana Amaral Dias, 52 anos, candidatou-se pelo ADN, defendendo soberania nacional e uma perspetiva de esquerda. António José Seguro, 63 anos, figura do PS, apresenta uma linha de esquerda moderada com apoio de veteranos do partido. António Filipe, 62, apoia o PCP e Os Verdes, defendendo uma visão de Abril com foco na justiça social. André Ventura, 42, lidera com o Chega, centrando-se numa posição liberal-conservadora com uma retórica polémica. Catarina Martins, 52, candidata do BE, apresenta-se como voz da esquerda alterna. Jorge Pinto, 38, apoiado pelo Livre, assume-se como agregador à esquerda. João Cotrim de Figueiredo, 64, eleito pela Iniciativa Liberal, apresenta o mote Imagina Portugal. Joana Amaral Dias já mencionada, é apoiada pelo ADN.
Aguardam-se ainda decisões finais de apoios e eventuais mudanças no alinhamento de algumas candidaturas à medida que se aproxima o dia das eleições. As listas de assinaturas já foram entregues, consolidando o cenário de uma das eleições presidenciais mais concorridas da história recente.
Os dados de intenções de voto e o acompanhamento das sondagens continuam a indicar altos índices de indecisos, o que pode alterar o equilíbrio entre os candidatos até ao final da campanha. A análise dos cenários aponta para a possibilidade de segundas voltas, dependendo do desempenho no ato eleitoral e da mobilização de eleitores, em especial entre indecisos.
O portal acompanha, até ao dia, a evolução das intenções de voto e o fluxo de apoios, fornecendo uma leitura clara sobre quem avança com maior momentum, quem pode chegar à segunda volta e quais alianças podem emergir no período final de campanha.
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