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Ventura e Seguro empatados pela vitória; Cotrim na mira da segunda volta

Ventura e Seguro empatam na frente; Cotrim Figueiredo aproxima-se da segunda volta, enquanto Mendes e Gouveia e Melo caem na sondagem

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António José Seguro e André Ventura estão taco a taco na corrida pela vitória nas eleições presidenciais de 18 de Janeiro
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  • Ventura e Seguro ficam empatados na liderança, com Ventura nos 24% e Seguro nos 23% segundo a sondagem Cesop (6 a 9 de janeiro).
  • Cotrim Figueiredo sobe para 19%, enquanto Marques Mendes e Gouveia e Melo caem para 14% cada, empatados com Cotrim.
  • Na intenção direta de voto (sem indecisos), Ventura lidera com 19%, seguido de Seguro com 18% e Cotrim com 14%.
  • A amostra revela elevada incerteza e possibilidade de mudanças na segunda semana de campanha, com o empate técnico aproximando-se.
  • Apoios de esquerda mantêm-se fracos, com Catarina Martins e António Filipe em cerca de 2% e 1,5%, respetivamente.

Volvido um mês, as intenções de voto mudaram significativamente, com o líder do Chega no topo, empatado com António José Seguro. João Cotrim Figueiredo sobe ao terceiro lugar, enquanto Marques Mendes e Gouveia e Melo caem e dividem a quarta posição. A sondagem foi realizada pelo Cesop para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, entre 6 e 9 de janeiro, durante a primeira semana oficial de campanha para as presidenciais de 18 de janeiro.

Ventura fixa 24% das intenções de voto, avançando dois pontos face ao estudo de dezembro. Seguro aproxima-se com 23%, após uma subida de sete pontos. Cotrim atinge 19%, recuperando terreno. Mendes e Gouveia e Melo ficam empatados nos 14%. Nas análises, os números apontam para um empate técnico mais exigente entre Ventura e Seguro na perspetiva da vitória.

No conjunto de intenções de voto diretas, sem distribuição de indecisos, Ventura lidera com 19%, seguido de Seguro com 18% e Cotrim com 14%. Gouveia e Melo surge com 11%, à frente de Mendes, com 10%. Catarina Martins e António Filipe ficam nos 1,5%, com Jorge Pinto ligeiramente acima. A taxa de indecisos situa-se em 15%.

Entre os candidatos à segunda volta, Ventura continua favorito, mas Seguro aproxima-se, com margem de erro de 2,2%. A perspetiva de empate técnico depende da variação entre pior cenário de Seguro e melhor de um apoio da IL para igualar.

Mudanças de cenário e fatores relevantes

Marques Mendes e Gouveia e Melo registam as maiores quedas, mantendo-se com 14% cada. Cotrim Figueiredo sobe para 19% e tenta captar votos que, em maio, tinham votado Chega. O crescimento de Seguro coincide com o reforço de apoios de figuras socialistas e com o apelo ao voto útil.

A acompanhar, a distribuição de votos por bloco partidário mostra Ventura a consolidar o eleitorado chego, com aproximadamente 77% dos eleitores que votaram Chega nas legislativas de 2025 a apoiar o candidato na presidencial. Seguro reforça-se junto do PS e de elementos da AD, enquanto Mendes e Gouveia e Melo perdem apoio entre os eleitores das três forças majoritárias.

Dinâmica de campanha e perceção pública

O estudo aponta uma leitura de mercado: o tempo festivo de fim de ano alterou preferências, com mudanças ainda incertas para a segunda semana e dia de reflexão. A pesquisa destaca que muitos eleitores não fecharam ainda a decisão, mantendo elevado grau de incerteza para as próximas semanas.

Na prática, a sondagem confirma a consolidação de Ventura como favorito, o aumento de Seguro e Cotrim e a descida de Mendes e Gouveia e Melo. O panorama aponta para uma disputa acesa pela passagem à segunda volta, com apenas três candidatos em evidência.

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