- As t-shirts distribuídas pela campanha de André Ventura às presidenciais, em Mirandela, eram feitas em Bangladesh, conforme a etiqueta verificada pela Lusa.
- A fabricante é o grupo Keya, de Bangladesh, que no seu site afirma produzir mais de cem milhões de peças e tem na Europa a representante Kamp Europe BVBA, associada às t-shirts.
- Os chapéus e cachecóis oferecidos como brindes não trazem referência à origem de produção.
- A maior parte dos brindes em Mirandela vinha em caixas da Best Oriente, empresa luso-chinesa que atua no marketing promocional, com produção em Yiwu, na China.
- O candidato repetiu críticas ao Bangladesh: “Isto não é o Bangladesh”. Na manhã de segunda-feira, em Vila Real, disse que, se os salários fossem melhores, não haveria necessidade de recrutamento de trabalhadores de outros países, incluindo Bangladesh, Índia e Nepal.
As t-shirts distribuídas pela campanha de André Ventura em Mirandela, no distrito de Bragança, foram fabricadas em Bangladesh, segundo a etiqueta verificada pela Lusa. O pacote de itens foi entregue numa ação realizada na segunda-feira integrada nas presidenciais.
As peças são produzidas pela empresa do grupo Keya, sediada em Bangladesh, que no seu site assume uma capacidade de produção superior a 100 milhões de peças por ano. Em território europeu, a empresa é representada pela Kamp Europe BVBA, também indicada na t-shirt.
Quanto aos brindes, como chapéus e cachecóis, não há referência explícita à origem de produção. Grande parte dos brindes em Mirandela aparece em caixas com referência à Best Oriente, empresa luso-chinesa que atua no marketing promocional e tem produção em Yiwu, na China.
A presença de mensagens políticas associadas à campanha de Ventura é um elemento constante do material de divulgação. Entre elas, consta a crítica à dependência de mão-de-obra externa, tema frequentemente abordado pelo líder do Chega em campanhas anteriores, segundo o material disponível.
Na manhã de segunda-feira, durante uma passagem pela Adega de Vila Real, Ventura reiterou a ideia de que o país poderia reduzir receções de mão-de-obra estrangeira caso pagasse melhor aos trabalhadores nacionais, sinalizando a crítica à imigração associada ao Bangladesh e a outros países.
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