- O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que o Governo se autoexcluiu dos direitos de cinco milhões de trabalhadores durante a manifestação da CGTP em Lisboa.
- Raimundo disse que foi o Governo, não os trabalhadores, a abandonar as soluções, em resposta às acusações de que houve retiradas.
- A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, afirmou que a CGTP se auto afastou das negociações da reforma laboral; a central indicou que o Governo não acolheu propostas e bloqueou a discussão.
- A CGTP e a UGT realizaram, em 11 de dezembro de 2025, uma greve geral contra a proposta do Governo, a quinta ação conjunta desde 2013.
- A proposta “Trabalho XXI” é recebida com críticas pelas centrais sindicais, que a veem como ataque aos direitos dos trabalhadores, enquanto as confederações empresariais aplaudem, apontando espaço para melhorias.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou em Lisboa, durante a greve convocada pela CGTP, que o Governo se autoexcluiu dos direitos de cinco milhões de trabalhadores. A intervenção ocorreu na resposta à acusação da ministra do Trabalho de que a CGTP se tinha afastado das negociações.
Raimundo sustentou que o Governo é que se retirou das soluções, repudiando a ideia veiculada pela ministra Rosário Palma Ramalho de que a CGTP se teria afastado do processo de reforma laboral. O líder comunista pediu uma reação mais contundente aos argumentos do executivo.
O dirigente afirmou que quem se retirou das soluções foi o Governo, em resposta às declarações da ministra, que também alegou que a CGTP se auto afastou das negociações da reforma.
A CGTP e a UGT realizaram uma greve geral em 11 de dezembro de 2025 contra a proposta do Governo, a quinta greve conjunta desde 2013. O movimento decorreu numa altura de impasse negocial em relação à reforma.
Desde a apresentação do anteprojeto, em 24 de julho de 2025, a CGTP tem promovido várias ações de luta para exigir a retirada da proposta. As ações visam acentuar a pressão sobre o executivo.
A ministra do Trabalho tem reiterado que a CGTP ficou à margem das negociações, enquanto as centrais sindicais dizem que o Governo não acolheu as propostas e bloqueou o processo de discussão.
A proposta, designada Trabalho XXI, foi rejeitada de forma unânime pelas centrais sindicais, que a consideram um ataque aos direitos dos trabalhadores. O Governo sustenta que a reforma acrescenta salvaguardas, com ajustes em várias áreas.
Por outro lado, as confederações empresariais saudaram a reforma, embora reconheçam espaço para melhorias. O texto inclui medidas sobre parentalidade, despedimentos, extensão de prazos contratuais e serviços mínimos em setores abrangidos em cenários graves.
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