Em Alta futeboldesportointernacionaispessoasnotícia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PS defende maior participação das RUP nos órgãos de decisão da UE

PS defende maior participação das Regiões Ultraperiféricas nos órgãos europeus para garantir políticas diferenciadas devido à insularidade e aos elevados custos de mobilidade

Telinha
Por
PS defende maior participação das RUP nos órgãos de decisão europeus
0:00
Carregando...
0:00
  • O PS, através da deputada Marta Freitas, alertou para constrangimentos estruturais das Regiões Ultraperiféricas, como a Madeira, defendendo um tratamento diferenciado por parte das instituições europeias para a coesão económica, social e territorial.
  • Durante a audição na Comissão de Assuntos Europeus, a deputada defendeu uma maior participação das RUP nos órgãos de decisão europeus, para integração de especificidades desde a formulação de políticas.
  • A oferta de reforçar a participação democrática da União Europeia foi apresentada como forma de legitimar políticas e assegurar fundos que respondam a estratégias de desenvolvimento com base no conhecimento territorial.
  • Manifestou preocupação com o risco de centralização da gestão dos fundos no próximo Quadro Financeiro Plurianual e pediu instrumentos diferenciados, gestão partilhada e respeito pelo artigo 349.º do Tratado sobre o Financiamento da União Europeia.
  • Destacou as condicionantes da insularidade (custo de mobilidade, pressão sobre habitação e limitações do mercado de trabalho) e pediu políticas concretas para enfrentar essas dificuldades, incluindo mecanismos estáveis de compensação da insularidade e melhoria da pesca, bem como atualização do POSEI na agricultura.

A deputada Marta Freitas, em representação do Partido Socialista (PS), alertou para os constrangimentos estruturais enfrentados pelas Regiões Ultraperiféricas (RUP), como a Madeira. Foi durante uma audição na Comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República, integrada na avaliação do Programa de Trabalho da Comissão Europeia para 2026, que o tema ganhou protagonismo. O objetivo é exigir um tratamento diferenciado por parte das instâncias europeias, para assegurar coesão económica, social e territorial.

Freitas sublinhou que a participação das RUP nos órgãos de decisão europeus deve aumentar, de forma a incorporar as especificidades regionais na formulação de políticas. Segundo a deputada, a participação democrática reforça a legitimidade das políticas e garante que os fundos europeus respondam a estratégias definidas com base no conhecimento do território, não apenas a prioridades nacionais ou setoriais.

A parlamentar apontou ainda o risco de centralização da gestão de fundos no próximo Quadro Financeiro Plurianual, defendendo instrumentos diferenciados, gestão partilhada e respeito pelo artigo 349.º do Tratado da União Europeia. As Regiões Ultraperiféricas exigem abordagens adaptadas para não perderem coesão com o conjunto da UE.

Desafios da insularidade madeirense

Freitas destacou as condicionantes da insularidade, como o custo acrescido da mobilidade, pressão sobre a habitação e limitações do mercado de trabalho. Entende que ampliar a dimensão social da UE é determinante e deve traduzir-se em políticas concretas que respondam às dificuldades locais.

No que concerne à mobilidade, a deputada afirmou que continua a ser um dos principais fatores de desigualdade para os residentes da Madeira, com custos de transporte que penalizam famílias e empresas. Assinalou que os apoios existentes são relevantes, mas não suficientes face à realidade atual, defendendo mecanismos estáveis de compensação da insularidade.

Habitação, emprego e agricultura

A discussion incluiu dificuldades de acesso à habitação, evidenciadas pelo preço de compra e arrendamento, que afetam sobretudo jovens e famílias de rendimentos médios. O PS elogiou a prioridade europeia para esta matéria, desde que os custos adicionais das ilhas sejam integrados na política.

A deputada também alertou para a pobreza e exclusão social, bem como para desafios na qualificação da população ativa. Defendeu investimentos em formação, empregos qualificados e políticas que mantenham jovens na região, fortalecendo o tecido social local.

No setor primário, Freitas apontou dificuldades estruturais, nomeadamente na pesca, com frota envelhecida e preocupações de segurança e sustentabilidade. Os armadores madeirenses pedem mais apoio para renovar embarcações e modernizar a pesca, de forma a assegurar atividade económica estável.

POSEI e futuro da agricultura

Sobre o POSEI, Freitas destacou que o envelope atual não acompanha o aumento dos custos de produção nem as exigências ambientais. Considerou essencial atualizar e reforçar o programa para manter a sustentabilidade da agricultura na Madeira.

A deputada concluiu que o Programa de Trabalho da Comissão Europeia aponta caminhos relevantes, desde que cheguem a todas as regiões e pessoas. A Madeira continua confiante no projeto europeu, desde que reconheça diferenças e corrija desigualdades com medidas concretas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais