- A oposição venezuelana, María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, acusa o Governo interino de incumprimento na libertação anunciada de presos políticos, alegando que a transição não pode ocorrer sem libertação efetiva.
- Alegam que, cinco dias depois do anúncio oficial de uma “libertação em massa”, não há provas de implementação e o número de 116 libertações divulgado não corresponde à realidade no terreno.
- Segundo os opositores, apenas 56 pessoas teriam sido libertadas até agora, o que representa menos de 5% dos mais de mil detidos por motivos políticos.
- As famílias dos presos permanecem informadas de forma insuficiente, com muitas pessoas ainda sob medidas restritivas e sem uma lista oficial divulgada.
- A defesa dos direitos humanos diz ter testemunhado mais uma morte de um preso político, elevando para oito o total desde as eleições de 28 de julho de 2024, exigindo libertação imediata, completa, incondicional e verificável de todos os presos.
Neste terça-feira, opositores venezuelanos afirmaram que o Governo interino não libertou o número de presos políticos que tinha anunciado, dizendo que a medida ainda não se verifica no terreno. A acusação surge três dias após o anúncio público de libertação em massa.
María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, ambos no exílio em Espanha, sustentaram que apenas 56 pessoas teriam sido libertadas até agora, menos de 5% dos milhares detidos por motivos políticos. As informações baseiam-se em organizações de direitos humanos.
Os opositores destacaram que não foi divulgada uma lista oficial de libertações e que as famílias não foram informadas. Centenas de familiares permanecem acampadas diante de centros de detenção à espera de notícias, relatando dificuldades financeiras e problemas de saúde.
Contexto internacional
Paralelamente, Washington anunciou, a 3 de janeiro, uma ofensiva de grande escala para capturar o líder Nicolás Maduro e a congressista Cilia Flores, com a intenção de conduzir uma transição de poder. Maduro e Flores foram marginalmente ouvidos num tribunal federal em Nova Iorque a 5 de janeiro, afirmando inocência. O julgamento seguinte está marcado para 17 de março.
Nicolás Maduro é alvo de quatro crimes federais nos EUA, incluindo conspiração para narcoterrorismo e para importar cocaína, além de posse de armamento e cooperação com organizações consideradas terroristas por Washington. No terreno venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina, com o apoio das Forças Armadas, conforme decisão do Supremo Tribunal.
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