- Erfan Soltani, 26 anos, será a primeira pessoa a ser executada no âmbito dos protests anti-governo no Irão.
- Detido durante um protesto, foi condenado a enforcamento e terá apenas 10 minutos com a família antes da execução, prevista para quarta-feira.
- A família afirma que ele não teve acesso a advogado e que a condenação não foi clarificada, sem oferecimento de informação oficial pelas autoridades.
- Organizações de direitos humanos indicam que mais de dez mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos no final de 2025, e cerca de 2 mil morreram, segundo balanços oficiais.
- A internet no Irão permanece bloqueada em parte, dificultando o contacto com a família; Hengaw sustenta que Soltani poderá estar a ser torturado na prisão.
Erfan Soltani, um jovem iraniano de 26 anos, será a primeira pessoa a ser executada no âmbito dos protestos anti-governo no Irão. A sentença é por enforcamento, aplicável após a detenção ocorrida na semana passada.
Segundo grupos de direitos humanos, Soltani foi detido em casa na sequência de um protesto ocorrido na quinta-feira anterior. A condenação à pena de morte foi registada pelo diário Daily Mail, sem que a família tenha tido acesso a informações oficiais definitivas.
A família descreve o choque e a pressão emocional vivida desde a detenção. A organização Hengaw indica que o jovem não era um ativista político conhecido, apenas integrou uma geração que participou nos protestos recentes. Arina Moradi destaca ainda a falta de acesso a um advogado durante o processo.
Contexto dos protestos no Irão
Dados da HRANA apontam que mais de 10 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, em fim de 2025. Autoridades iranianas relatam um saldo de cerca de 2 mil mortes associadas aos protestos, num período marcado por cortes de internet que dificultam a verificação de informações.
A Hengaw adianta que a irmã de Soltani, advogada, tentou interpor recursos legais, mas foi impedida de aceder ao processo. A organização considera o caso uma violação do direito internacional dos direitos humanos, dada a alegação de falta de acesso a informação e defesa adequada.
Entre na conversa da comunidade