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Reunião do primeiro-ministro com CGTP sobre lei laboral adiada pela segunda vez

Reunião entre o primeiro-ministro e a CGTP adiada pela segunda vez para 20 de janeiro, às 15h30, com a ministra do Trabalho a acompanhar e nova posição sobre o pacote laboral

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Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP
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  • A reunião entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a CGTP ficou marcada para 20 de janeiro, às 15h30, por motivos de agenda.
  • A CGTP já tinha pedido a retirada do pacote laboral após a greve geral de 11 de dezembro; a reunião já foi adiada de 7 para 14, e depois para 20 de janeiro.
  • A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Ramalho, deverá estar presente no encontro.
  • O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirma que a reunião não será de negociação, mas de exigir uma resposta do Governo aos pedidos de retirada do pacote laboral, destacando que a maioria se opõe à proposta.
  • A CGTP realiza na terça-feira uma manifestação nacional em Lisboa, com concentração na praça Luís de Camões e marcha para o Parlamento, incluindo a entrega de um abaixo-assinado com dezenas de milhares de assinaturas.

A reunião entre o primeiro-ministro Luís Montenegro e a CGTP foi novamente adiada e ficou marcada para 20 de janeiro, às 15h30. O adiamento deveu-se a motivos de agenda, confirmou à Lusa uma fonte oficial da CGTP.

A CGTP tinha pedido o encontro em 15 de dezembro, reiterando a exigência de retirar o pacote laboral, apresentado de forma inequívoca na greve geral de 11 de dezembro. A reunião já tinha sido marcada para 7 de janeiro, remarcada para 14 de janeiro e, por fim, adiada para 20 de janeiro.

Estará presente a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Ramalho, no encontro que deverá ocorrer em Lisboa. O secretário-geral da CGTP afirmou que o Governo tem de ouvir a maioria e espera uma resposta sobre a retirada do pacote laboral.

Interlocução e posição da CGTP

Tiago Oliveira garantiu que a reunião não será de negociação, mas de exigir uma resposta do Governo. A CGTP sustenta que a maioria se recusou ao pacote laboral e acusa o Governo de não acolher propostas apresentadas.

A ministra do Trabalho tem reiterado que a CGTP se coloca à margem das negociações, ao passo que a central sindical aponta que o Governo bloqueou a discussão. A CGTP apela a uma discussão séria para melhorar condições de vida e de trabalho.

Manifestação e próximos passos

O secretário-geral reiterou que, independentemente da posição do Governo, a CGTP manter-se-á à mesa da Concertação Social para dar voz aos trabalhadores. Não são descartadas novas formas de luta.

A CGTP vai realizar terça-feira uma manifestação nacional, com início às 14h30 na Praça Luís de Camões, em Lisboa, seguindo para o Congresso de São Bento. Será entregue um abaixo-assinado com dezenas de milhares de assinaturas recolhidas nos últimos meses.

A greve geral de 11 de dezembro contou com a participação da CGTP e da UGT, marcando a quinta paralisação conjunta desde 2013. A próxima reunião com o Governo encerra, assim, um ciclo de negociações em curso.

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