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Pequim responde a ameaças de Trump na Gronelândia

China acusa os Estados Unidos de usarem a Gronelândia como pretexto e afirma que as suas atividades no Ártico cumprem o direito internacional, num contexto de tensão com Washington

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  • A China disse aos Estados Unidos para não usarem outros países como pretexto para prosseguir interesses na Gronelândia e alegou que as suas atividades no Ártico estão em conformidade com o direito internacional.
  • A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, afirmou que os direitos de todos os países no Ártico devem ser respeitados e que as ações chinesas visam paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não permitirá que a Rússia ou a China ocupem a Gronelândia e que pretende agir em relação ao território autónomo dinamarquês.
  • A primeira-ministra dinamarquesa advertiu que uma tomada de poder na Gronelândia marcaria o fim da NATO, enquanto o governo da Gronelândia afirmou que o futuro do território deve ser decidido pelo povo.
  • Dados oficiais indicam que a presença chinesa na Gronelândia é mais limitada do que a dos EUA, com foco no setor comercial; em 2018 a China declarou-se quase-ártico e lançou planos da Rota da Seda Polar.

A China advertiu os Estados Unidos para não utilizarem outros países como pretexto para avançar interesses na Gronelândia, defendendo que as suas atividades no Ártico cumprem o direito internacional. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, sublinhou que os direitos de todos os países no Ártico devem ser respeitados. As ações da China no Ártico visam a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável, acrescentou.

Mao Ning afirmou ainda que os EUA não devem perseguir os seus interesses à custa de terceiros, lembrando que o Ártico é tema de interesse comum da comunidade internacional. As declarações chegam num contexto de tensão entre EUA, Dinamarca e Gronelândia, após palavras de Trump sobre aquisição do território autónomo dinamarquês.

Trump disse que não permitirá que a Rússia ou a China ocupem a Gronelândia e que planeia agir em relação ao território. O possível acordo visaria impedir que potências externas ganhem controlo sobre a região, que é membro da NATO através da Dinamarca.

Contexto regional e reações

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, avisou que uma tomada de controlo norte-americana na Gronelândia poderia significar o fim da NATO. O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, junto com líderes do parlamento, reiterou que o futuro do território deve ser decidido pela população local.

À margem, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, tem reunião marcada com o homólogo norte-americano, Marco Rubio, para debater uma estratégia da NATO para o Ártico. Wadephul afirmou pretender discutir como enfrentar rivais históricos e recentes na região.

Dados oficiais indicam que a presença chinesa na Gronelândia é menos extensa do que os EUA sugerem, com foco sobretudo em atividades comerciais e mineiras, que enfrentaram obstáculos nos últimos anos. Em 2018, a China reconheceu-se como estado quase-ártico e lançou planos de uma Rota da Seda Polar no âmbito da iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

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