- Jorge Pinto disse estar entristecido, mas não surpreso com Cotrim Figueiredo não excluir apoio a André Ventura numa segunda volta.
- O candidato apoiado pelo Livre acusou Cotrim de abdicar de princípios por calculismo político.
- Pinto falava aos jornalistas após uma reunião com a associação Casa Qui, em Lisboa, onde Cotrim indicou que, numa segunda volta, não exclui apoiar qualquer candidato.
- O líder do Livre afirmou que apoiará qualquer nome contra Ventura, incluindo Cotrim Figueiredo, mantendo-o no arco republicano.
- Criticou a estratégia de agradar a diferentes eleitorados, defendendo uma posição firme na defesa da Constituição e da democracia.
O candidato presidencial Jorge Pinto afirmou nesta segunda-feira que ficou entristecido, mas não surpreendido, com a possibilidade de João Cotrim Figueiredo não excluir apoio a Ventura numa segunda volta. A acusação é de abdicar de princípios por calculismo.
Pinto falava a jornalistas depois de uma reunião com a associação Casa Qui, em Lisboa. Segundo a sua leitura, Cotrim não classificou de forma clara o destino do seu voto numa eventual segunda volta, mesmo perante a hipótese de apoiar André Ventura.
O candidato apoiado pelo Livre sustenta que a posição de Cotrim revela conforto com ataques que, na sua perspetiva, visam a Constituição. Pinto acrescentou que apoiará qualquer adversário de Ventura, incluindo Cotrim, desde que permaneça no arco republicano.
Pinto responsabilizou Cotrim pelo que chamou de cálculo político para atrair votos de diferentes grupos. Considerou perigosa essa estratégia num momento em que o país exige firmeza cívica e defesa da Constituição.
O dirigente do Livre afirmou que quer agradar a quem defende uma democracia inclusiva, assegurando que decisões difíceis são necessárias. Reiterou a defesa de uma democracia que se preserva pela coragem de defender o regime.
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