- O Egito vai acolher uma reunião entre facções palestinianas, incluindo o Hamas, para unificar posições sobre o futuro de Gaza.
- O encontro visa formar um comité de tecnocratas palestinianos para administrar Gaza durante a segunda fase do cessar-fogo com Israel.
- O Fatah não confirmou participação, mantendo-se afastado até ao momento, segundo fontes consultadas pela Efe.
- O governo palestiniano principal defende que o comité opere com base no governo legítimo da Autoridade Nacional Palestiniana para consolidar soberania.
- Uma delegação do Hamas, chefiada por Khalil al-Haya, está no Cairo desde o início da semana, com autoridades egípcias a convidar outras fações para os preparativos da segunda fase.
O Cairo acolhe, sob mediação egípcia, uma reunião de fações palestinianas, entre elas o Hamas, para definir posições sobre o futuro de Gaza. O encontro ocorre na sequência da segunda fase do cessar-fogo com Israel.
A reunião deverá ocorrer dentro de um a dois dias e visa formar um comité de tecnocratas que administrará Gaza durante a segunda fase do acordo, iniciado em outubro. As fontes não divulgaram todos os nomes das fações presentes.
O Egito tem mantido contactos com o Fatah, porém este movimento não confirmou participação. O Fatah exige que qualquer reunião se baseie na OLP, na ANP e na legislação internacional, aceitando um quadro único de governo e soberania palestiniana.
Repercussões e posições
A fonte de segurança egípcia afirma que o objetivo é obter a participação da Fatah, mas não está claro se surgirão novidades nas próximas horas. O foco é chegar a um consenso sobre o comité administrativo de Gaza, segundo o plano do Presidente Trump.
A ANP defende que o comité seja orientado pelo governo legítimo da ANP, para manter a soberania e evitar fragmentação. A delegação do Hamas, chefiada por Khalil al-Haya, está no Cairo desde domingo, para discutir os preparativos da segunda fase com outras fações, incluindo a Jihad Islâmica e a FPLP.
O cessar-fogo em Gaza entrou em vigor a 10 de outubro de 2025, mediado pelo Egito, pelo Qatar e pelos Estados Unidos, visando estabilizar a região enquanto avançam as negociações.
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