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Algoritmos mudaram o espaço político; lei eleitoral pouco aborda redes sociais

Especialistas afirmam que os algoritmos das redes sociais moldam o espaço político, ampliam populismos e radicalizam discursos, com impacto crescente nas campanhas

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Algoritmos alteraram espaço político e lei eleitoral pouco refere redes sociais
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  • A lei eleitoral em vigor tem poucas referências à utilização das redes sociais e à evolução dos algoritmos.
  • Os algoritmos nas redes sociais estão a transformar o espaço político, a amplificar populismos e a radicalizar discursos.
  • Especialistas dizem que as redes promovem mensagens diretas e emocionais; conteúdos curtos favorecem o núcleo duro e partidos emergentes costumam adaptar-se mais rapidamente.
  • Entre os mais jovens, há maior presença de extrema-direita e populismo, com candidatos como João Cotrim Figueiredo e André Ventura a liderarem sondagens em determinados segmentos.
  • Os impactos sobre o voto são vistos como modestos de forma geral, embora os algoritmos possam influenciar a perceção pública e temas discutidos.

A lei eleitoral em vigor em Portugal tem poucas referências à utilização das redes sociais e à evolução dos algoritmos, que estão a alterar o espaço político. Especialistas ouvidos pela Lusa indicam que as plataformas digitais amplificam populismos e radicalizam discursos, com impacto nas campanhas.

Para o analista André Pereira, o algoritmo está a tornar-se um espaço institucional capaz de influenciar a construção de mensagens, a determinação do político e o perfil ao qual se associa. O efeito é mais relevante nas campanhas eleitorais atuais, segundo o especialista.

Pereira sublinha que, na atual fase das eleições presidenciais, as plataformas digitais permitem comunicação rápida, direta e regular, o que facilita criar uma rutura entre grupos e identidade. Sublinha ainda que os algoritmos podem favorecer conteúdos mais virais, especialmente quando são polarizados e agressivos.

Vicente Valentim, cientista político, afirma que as redes sociais alteraram a comunicação dos políticos, com maior ênfase em mensagens emocionalmente fortes. Partidos populistas tendem a explorar emoções como medo e tristeza nas redes, diz o académico.

Susana Salgado, pesquisadora, destaca que os algoritmos favorecem formatos curtos e comentáveis, em detrimento de debates aprofundados. A especialista aponta que a comunicação passa a focar-se mais no núcleo duro de apoiantes, em vez de alcançar um eleitorado mais alargado.

O conjunto de especialistas concorda que praticamente todos os partidos têm estratégias para as redes sociais, em complemento às estratégias de imprensa. Os investigadores destacam que os algoritmos podem ajustar temas para acompanhar tendências e beneficiar a popularidade de determinadas figuras.

Entre as forças políticas, os analistas identificam maior benefício para partidos menos integrados na comunicação institucional, incluindo movimentos emergentes. A extrema-direita e fenómenos populistas aparecem com maior presença juvenil nas redes, especialmente no TikTok, segundo projections de percepção.

Para faixas etárias entre 35 e 54 anos, alguns candidatos já mostram boa penetração digital. Partidos novos parecem mais adaptáveis às redes sociais, o que aumenta a mobilidade das mensagens de campanhas.

Quanto ao impacto direto no voto, os especialistas são cautelosos. A maior parte dos estudos aponta mudanças na comunicação e no ambiente político, com efeitos eleitorais de magnitude variável. A possibilidade de influência decisiva ainda não está comprovada.

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