- A vereadora da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Lencastre Portugal, anunciou a desfiliação do Chega com efeitos imediatos, citando incompatibilidade com o exercício do mandato.
- Em comunicado enviado à agência Lusa, explicou que as novas orientações do Chega para o Estatuto do Direito de Oposição 2026 não são conciliáveis com o modelo de mandato autárquico, baseado na autonomia dos eleitos.
- A decisão foi tomada de forma ponderada para salvaguardar a estabilidade institucional e o normal funcionamento dos órgãos autárquicos, garantiu a autarca.
- Vai manter o lugar no executivo municipal como vereadora independente, continuando o trabalho e o programa eleitoral apresentado aos eleitores.
- Em outubro, a Câmara de Coimbra passou a ser liderada por Ana Abrunhosa, da Coligação Avançar Coimbra (PS, Livre e Pan), com cinco mandatos; a Coligação Juntos Somos Coimbra também tem cinco, e o Chega elegeu um, Maria Lencastre Portugal, que agora se afasta.
A vereadora da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Lencastre Portugal, anunciou a desfiliação do Chega com efeitos imediatos. A decisão, comunicada à Lusa, resulta de incompatibilidades entre as novas orientações internas do partido e o modelo de mandato defendido pela autarca, baseado na autonomia dos eleitos e na representação direta dos cidadãos.
Lencastre Portugal explica que as recentes orientações para o exercício do Estatuto do Direito de Oposição 2026, aprovadas pela Comissão Autárquica Nacional, introduzem procedimentos de articulação política interna que não se conciliam com o mandato livre consagrado na Constituição e no Estatuto dos Eleitos Locais. A decisão foi tomada de forma ponderada, assegurando a estabilidade institucional.
A autarca garantiu manter o lugar no executivo municipal, passando a exercer funções como vereadora independente. Assim, continuará a cumprir o programa eleitoral apresentado aos eleitores de Coimbra e a apoiar as iniciativas já em curso, assegurando o funcionamento normal dos órgãos autárquicos. O compromisso com a cidade mantém-se.
Contexto institucional e panorama local
Em outubro, a Câmara de Coimbra ficou sob a liderança de Ana Abrunhosa, eleita pela Coligação Avançar Coimbra, que reuniu cinco mandatos. A outra coligação, Juntos Somos Coimbra, também assegurou cinco mandatos. O Chega elegeu apenas um vereador, Maria Lencastre Portugal, que agora passa a mandato independente.
A mudança implica que Coimbra continue a ser gerida por uma trajetória de alianças que inclui várias força políticas, sem alterações imediatas na composição do executivo além da do interior órgão que passa a contar com uma vereadora independente. O papel da autarquia permanece focado nos planos já em curso para a cidade.
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