- O candidato André Ventura afirmou, em Viseu, que o Hospital de Santo António, no Porto, recorria a espreguiçadeiras por falta de macas.
- A unidade disse que as peças fazem parte de um plano de catástrofe e nunca foram usadas em 15 anos.
- As espreguiçadeiras foram colocadas junto às urgências na véspera de Natal por engano e já foram retiradas; não há falta de macas.
- O hospital tem vindo a libertar camas de cirurgia e a encaminhar casos sociais para outra unidade para reduzir a pressão.
- Ventura também mencionou o caso de uma mulher ao chão em Coimbra; a Unidade Local de Saúde desmentiu a situação, mantendo que a denúncia não procede.
O Hospital de Santo António, no Porto, afirma que as espreguiçadeiras em causa são parte de um plano de catástrofe para resposta a grandes acidentes, não sinal de escassez de macas. A unidade adianta que nunca foram usadas em 15 anos e que foram colocadas junto às urgências por engano, sendo removidas de imediato ao detetar o erro.
O caso surgiu quando o candidato presidencial André Ventura afirmou que o hospital comprou espreguiçadeiras por falta de macas, exibindo uma fotografia que, segundo ele, prova a situação. A campanha enviou a imagem aos jornalistas para sustentar a denúncia.
Em resposta, o hospital confirmou que as espreguiçadeiras estavam instaladas à véspera de Natal, junto às urgências, mas que já saíram do local. Acrescentou que, atualmente, não há falta de macas e que a operação normal segue.
Uma médica de serviço de urgência do mesmo hospital afirmou à Lusa não ter visto as estruturas, ainda que reconheça a circulação da fotografia entre profissionais. Disse não ter utilizado ou visto recurso a aquele equipamento.
A instituição médica também informou que tem vindo a reduzir a pressão hospitalar durante o período festivo libertando camas de cirurgia, encaminhando casos sociais para outra unidade e mantendo um acordo com um hospital privado para mais disponibilidade de camas.
Durante as declarações, Ventura criticou a atuação do Governo e pediu que outros candidatos se posicionassem sobre o tema, sugerindo que o país enfrenta problemas graves na área da saúde. O candidato reforçou que a situação deveria ser clarificada pela coligação governamental.
Paralelamente, o caso da mulher que estaria deitada no chão de um hospital de Coimbra, alegadamente por falta de maca, foi desmentido pela Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra. Ventura afirmou não acreditar na versão da ULS, referindo a denúncia como consistente.
As autoridades e o hospital reiteram que não houve falha na disponibilidade de macas e que as espreguiçadeiras em discussão não representam recurso médico direto. A investigação sobre o assunto segue para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
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