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Venezuela libertou pelo menos 17 prisioneiros políticos

Governo da Venezuela libertou pelo menos 17 prisioneiros políticos, com 803 detidos ainda sob custódia, segundo Foro Penal; a Plataforma Democrática Unitária cita cerca de 22 libertados

Governo da Venezuela libertou pelo menos 17 prisioneiros políticos
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  • A Foro Penal informou que, até sábado à noite, o governo venezuelano libertou pelo menos 17 prisioneiros políticos, enquanto 803 permanecem detidos.
  • A Plataforma Democrática Unitária afirmou a libertação de cerca de 22 presos políticos.
  • Jorge Rodríguez anunciou na quinta-feira a libertação de um “número significativo” de detidos, incluindo venezuelanos e estrangeiros.
  • Entre os libertados na quinta-feira estiveram Enrique Márquez, ex-candidato presidencial, e Rocio San Miguel, advogada detida em fevereiro de 2024.
  • Segundo a Foro Penal, há 86 detidos com nacionalidade estrangeira ou dupla nacionalidade, incluindo cinco lusovenezuelanos; Trump elogiou as libertações nas redes sociais.

O Governo da Venezuela libertou, pelo menos, 17 prisioneiros políticos até à noite de sábado, segundo a ONG Foro Penal. Ainda assim, 803 pessoas continuam detidas por motivos políticos no país. O anúncio acontece num contexto de negociações entre o governo e a oposição.

A maior coligação da oposição, a Plataforma Democrática Unitária, informou ter assistido à libertação de 22 presos políticos. A data exata da libertação não é especificada pela plataforma, mas os dados são comunicados à imprensa.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, disse na quinta-feira que foram libertadas várias pessoas detidas, incluindo cidadãos venezuelanos e estrangeiros. A declaração não detalha números específicos.

Entre os libertados na quinta-feira estiveram Enrique Márquez, antigo candidato à presidência, e Rocio San Miguel, advogada de destaque, detida em fevereiro de 2024. Estes nomes aparecem entre os primeiros a serem libertados, segundo as informações disponíveis.

As autoridades não identificaram nem divulgaram o número total de prisioneiros que estão a ser considerados para libertação. Familiares de detidos, alguns, permanecem junto a prisões à espera de informações atualizadas.

Segundo o balanço mais recente da Foro Penal, o grupo incluía 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou dupla nacionalidade, entre as quais cinco lusovenezuelanos. O total de libertados até ao momento não corresponde às previsões da ONG.

Desdobramentos internacionais

No dia seguinte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou aos presos libertados que não se esqueçam da intervenção norte-americana na Venezuela. Trump afirmou que a Venezuela iniciou, de forma impactante, o processo de libertação dos presos políticos.

Em mensagens partilhadas na rede Truth Social, Trump referiu ainda ter cancelado uma segunda vaga de ataques previstos contra a Venezuela, alegando que o país está a libertar um grande número de presos políticos como sinal de busca pela paz. Adicionalmente, o líder norte-americano mencionou cooperação entre Washington e Caracas, especialmente na reconstrução de infraestruturas de petróleo e gás.

A Venezuela está sob governança da presidente interina Delcy Rodríguez, após a detenção de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, em Caracas, em janeiro. Maduro e Flores enfrentariam julgamentos nos Estados Unidos por várias acusações, incluindo narcotráfico.

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