- À entrada da última semana de campanha, António José Seguro foca-se no eleitorado do centro e apresenta-se como a “força tranquila” e o “candidato moderado com melhores condições de passar à segunda volta”.
- Seguro já tinha colocado de parte apelos à esquerda, tentando atrair o centro em comícios em Viana de Castelo e Paredes, onde reforçou a ideia de mudança tranquila.
- O discurso citou a necessidade de evitar “andar aos berros” e de não atacar os adversários, mantendo o tom como caminho para uma política mais estável.
- O candidato alertou para riscos para a democracia na eleição, dizendo que o problema pode surgir de dentro das instituições, sem prever golpes militares.
- O discurso incluiu referências a figuras políticas regionais e ex-governantes, em apoio à campanha e à imagem de mudança moderada.
À entrada da última semana de campanha, António José Seguro intensifica o apelo ao centro, deixando para trás o apelo à esquerda. O objetivo é apresentar-se como a força estável capaz de vencer na segunda volta.
Seguro afirma ser o candidato moderado com melhores condições de chegar à fase seguinte, numa estratégia para atrair eleitores descontentes com propostas centristas. Aposta numa abordagem mais contida para ganhar confiança.
Na cidade de Viana do Castelo, hoje, repetiu o discurso da “mudança tranquila” e da “força tranquila”, mantendo o foco no eleitorado de centro. Em Paredes, o tom manteve-se semelhante durante a véspera.
No palco, estiveram figuras conhecidas da região, incluindo antigos governos próximos de Costa. Entre nomes mencionados estiveram ex-ministros e antigos secretários de estado, bem como um ex-deputado do CDS, cuja referência foi destacada pelo candidato.
Manuela Machado, mandatária distrital, iniciou a noite lembrando que o importante é o desfecho, não o arranque. Seguro levantou-se para esclarecer o apelo aos moderados e reforçar a mensagem de moderação.
Durante a intervenção, o candidato negou a necessidade de recorrer a ataques verbais para fazer política, defendendo uma atuação responsável e sem recorrer a confrontos descontrolados.
Em Aveiro, o discurso também abordou o estado da democracia, com o alerta de riscos internos que podem comprometer o funcionamento institucional. O candidato salientou a importância de vigiar o processo eleitoral.
À tarde e no início da noite, Seguro reiterou que não existe qualquer plano de golpe, mas advertiu sobre inimigos da democracia que podem infiltrar-se nas instituições para comprometer a ordem democrática.
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