- O Papa Leão XIV, pela janela do Palácio Apostólico, lamentou os ataques na Ucrânia, sobretudo às infraestruturas energéticas, num período de frio intenso, que afetam a população civil.
- Pediu que cessem a violência e intensifiquem-se os esforços para alcançar a paz.
- Exortou ao diálogo e à paz no Irão e na Síria, onde as tensões persistentes têm causado mortes, após os protestos contra o regime dos aiatolas.
- Disse que os seus pensamentos vão para o que se passa no Médio Oriente e abençoou as crianças baptizadas, incluindo 20 baptismos na Capela Sistina, desiredando especial cuidado às crianças em condições mais adversas.
- No Irão, os protestos iniciaram a 28 de dezembro, motivados pela crise económica e pela inflação; ONG estimam centenas de mortos e o país continua sem acesso à Internet, com manifestações a decorrerem na noite anterior.
Da janela do Palácio Apostólico, o Papa Leão XIV destacou que a Ucrânia enfrenta novos ataques graves dirigidos às infraestruturas energéticas, justamente quando o frio aumenta, afetando gravemente a população civil. Reforçou o apelo pela cessação da violência e pelo reforço dos esforços pela paz.
O Pontífice pediu paciência na prática do diálogo e da paz no Irão e na Síria, países onde as tensões persistentes causam mortes. O objetivo é cultivar, com tranquilidade, a reaproximação entre as partes para o bem comum da sociedade.
Durante a oração do Angelus, o Papa mencionou ainda as crianças que batizou na Capela Sistina, desejando bênçãos especiais aos pequenos que nasceram em condições difíceis e aos seus familiares.
Situação no Irão e desdobramentos globais
No Irão, os protestos tiveram início em 28 de dezembro, motivados pela crise económica provocada pela desvalorização do rial e pela inflação. Com o tempo, o movimento ganhou contornos políticos de contestação ao regime.
Organizações não governamentais indicam que as mortes pela repressão podem chegar a centenas, num contexto de restrição de acesso à internet. As manifestações seguiram durante a última noite, refletindo a continuidade do descontentamento popular.
No Vaticano, o apelo à paz manteve o foco no diálogo entre comunidades e regimes, estendendo-se a diferentes regiões do Médio Oriente. A mensagem reiterou a necessidade de soluções pacíficas para evitar mais sofrimento humano.
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