- Especialistas alertam que os algoritmos das redes sociais moldam a comunicação política, ampliam populismos, polarizam discursos e radicalizam opiniões.
- A lei eleitoral portuguesa tem referências limitadas às plataformas digitais e à sua influência nas campanhas.
- O analista político André Pereira afirma que o algoritmo funciona hoje quase como um espaço institucional, influenciando a construção de mensagens, o perfil do político e a sua presença mediática e digital.
- O cientista político Vicente Valentim, professor na IE University, destaca que as redes mudaram a forma de comunicar com os eleitores, com mais ênfase em mensagens de carga emocional.
- Embora o impacto direto nos resultados eleitorais seja geralmente modesto, os algoritmos podem influenciar temas, polarizar a opinião pública e criar ambientes favoráveis a determinados candidatos, o que representa um desafio à democracia.
Na era digital, especialistas afirmam que os algoritmos das redes sociais estão a transformar o espaço político, mas a lei eleitoral portuguesa continua a oferecer referências limitadas a estas plataformas e à sua influência nas campanhas.
Segundo analistas ouvidos pela Lusa, os algoritmos moldam a comunicação dos políticos e amplificam populismos, polarizam discursos e radicalizam opiniões, especialmente em fases de campanha.
O analista político André Pereira descreve o algoritmo como um espaço institucional, capaz de influenciar mensagens, definir o perfil político e condicionar a presença pública, mediática e digital.
O cientista político Vicente Valentim aponta que as redes mudaram a forma de comunicar com os eleitores, privilegiando mensagens emocionalmente carregadas, como medo e tristeza, tendência especialmente evidente em partidos populistas.
Valentim acrescenta que, embora as redes tenham alterado o modo de campanha, os estudos indicam impactos diretos limitados nos resultados eleitorais, pois campanhas mantêm efeitos moderados fora das redes.
Susana Salgado observa que os algoritmos podem influenciar o ambiente de campanhas, incluindo temas, polarização e clima de apoio a candidatos, com evidências de manipulação para favorecer ideias ou nomes específicos.
Os especialistas concordam que a evolução tecnológica e o papel dos algoritmos representam desafio para a democracia, enquanto a legislação eleitoral não acompanha plenamente estes fatores.
Em síntese, a mudança tecnológica coloca a voting landscape em evidência, exigindo respostas que considerem a influência das plataformas digitais na comunicação e na perceção pública.
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