- O candidato presidencial Gouveia e Melo disse estar farto das sondagens e não vai comentar estudos que o colocam fora da segunda volta.
- A declaração ocorreu durante uma visita à Feira Gastronómica de Boticas, no distrito de Vila Real.
- Quando questionado sobre o adversário na segunda volta, afirmou que as sondagens podem criar efeitos políticos prejudiciais à democracia.
- Refiriu-se ao manifesto dos cem, com apoio de personalidades do PSD e CDS, e disse que procura o voto de todos os portugueses, não apenas de partisanos.
- Em defesa da carreira militar, enfatizou o juramento de servir Portugal, a Constituição e a democracia, sem pensar em cores políticas.
O ex-chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo, recusou comentar sondagens que o colocam fora da segunda volta das presidenciais. A posição foi anunciada durante uma visita à Feira Gastronómica de Boticas, no distrito de Vila Real. Disse estar farto das sondagens e afirmou que não iria responder a questões sobre as mesmas, alegando que prejudicam a democracia.
Questionado por jornalistas sobre qual candidato prefere enfrentar na segunda volta, respondeu de forma contundente que as sondagens, se usadas para criar efeitos políticos, são prejudiciais à democracia. Acrescentou que não está ali para influenciar resultados por meio de estudos de opinião.
Nos bastidores da campanha, as sondagens têm colocado a candidatura de Gouveia e Melo fora da disputa pela segunda volta. A equipa de comunicação tem questionado a fiabilidade dos barómetros, especialmente de um estudo divulgado diariamente.
O ex-chefe das Forças Armadas mencionou ainda o “manifesto dos cem”, divulgado no final de semana, em que apoiantes do centro-direita manifestam suporte à sua candidatura. Destacou que não procura apenas o voto partidário, mas o de todos os portugueses.
Antes de falar sobre sondagens, Gouveia e Melo descreveu a sua experiência profissional. Relembrou 45 anos de treino para defender um único país, sem alinhamentos políticos, cores partidárias ou classes sociais ao avaliar os portugueses.
Relativamente ao juramento militar, afirmou que o compromisso para com a Constituição e a democracia é essencial e não deve ser subestimado, sublinhando que o cumprimento ao longo da sua carreira é um desafio contínuo.
Questionou ainda, em tom de crítica indireta aos adversários, quem estaria melhor preparado para responder à pandemia. Perguntou qual candidato poderia ter gerido eficazmente a vacinação durante a crise de covid-19, afirmando que não precisa de provar a sua experiência.
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