- João Cotrim Figueiredo, candidato presidencial, disse que é muito grave o PSD pressionar militantes a votarem em Luís Marques Mendes, condicionando a escolha livre.
- A avaliação surgiu após um encontro no Mercado do Livramento, em Setúbal, com cinco militantes do PSD que denunciaram pressões e retaliações por não apoiarem Marques Mendes.
- Um militante afirmou apoiar Cotrim Figueiredo por o considerar o melhor candidato e por se sentir livre para o assumir, sem medo.
- Cotrim Figueiredo disse ter recebido relatos semelhantes noutras arruadas, sugerindo que o PSD se acha dono dos votos e da consciência das pessoas.
- As eleições presidenciais têm onze candidatos e estão marcadas para o dia 18 de fevereiro; se ninguém obtiver mais de metade, há segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou, este domingo, que é “muito grave” o PSD pressionar militantes para votarem em Luís Marques Mendes, como se o partido fosse dono dos votos e das consciências. A observação surgiu após um encontro em Setúbal.
Durante uma visita ao Mercado do Livramento, em Setúbal, Cotrim Figueiredo cruzou-se com cinco militantes do PSD. Eles denunciaram pressões e retaliações por não aceitarem apoiar o candidato apoiado pelo partido.
Um dos militantes sociais-democratas, que falou em tom reservado, afirmou apoiar Cotrim Figueiredo por considerá-lo o melhor candidato e por não temer expor a sua posição. Liliana Reis acompanhava a comitiva e comentou, de forma discreta, que as situações são lamentáveis.
Cotrim Figueiredo informou também ter recebido relatos semelhantes noutras ações de campanha, descrevendo um padrão de supostas pressões para influenciar o voto. A Iniciativa Liberal apoia o candidato e endereça o tema à direção do PSD.
O objetivo do candidato é o voto livre, apelando aos cidadãos para escolherem com base em propostas. Caso outros candidatos sejam escolhidos por menos pressão, sugeriu que os adversários expliquem as suas estratégias em vez de críticas.
As eleições presidenciais, com 11 candidatos, estão marcadas para 18 de janeiro. Se nenhum juntar mais de metade dos votos válidos, haverá uma segunda volta a 8 de fevereiro entre os dois mais votados.
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