- O comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, defendeu uma força militar europeia permanente de 100 mil soldados, que poderia substituir as tropas norte-americanas na Europa.
- A ideia foi apresentada numa conferência em Sälen, na Suécia, durante o painel “Europa sob Pressão”, enfatizando a necessidade de agir como uma Europa integrada, não apenas como 27 exércitos nacionais.
- Kubilius questionou como seria a “espinha dorsal” militar europeia sem as tropas dos EUA e levantou dúvidas sobre quem lideraria o comando e controlo, e como funcionariam os quartéis-general europeus.
- A proposta reaviva uma ideia antiga impulsionada por Jean-Claude Juncker, Emmanuel Macron e Angela Merkel, com apoio de especialistas e de parte da população segundo um artigo do Politico.
- O comissário também pediu criação de um Conselho de Segurança Europeu, como forma de enfrentar questões institucionais de defesa, num contexto de dúvidas sobre a fiabilidade da aliança com Washington.
O comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, pediu hoje a criação de uma força militar europeia permanente de 100 mil soldados. A proposta foi apresentada numa conferência de segurança em Sälen, Suécia, durante o painel Europa sob Pressão. A ideia é substituir, em parte, as tropas norte-americanas na Europa.
Kubilius afirmou que o investimento na defesa deve ir além da soma de 27 exércitos nacionais e apontou a necessidade de agir como uma única Europa. Questionou se a solução seria manter 50 exércitos estatais em vez de um exército federal, defendendo um salto significativo nas despesas de defesa.
O comissário lituano citou um artigo do Politico, segundo o qual na Espanha, Bélgica e Alemanha muitos cidadãos preferem um exército europeu. Acrescentou que a UE precisa enfrentar questões como o papel de um pilar europeu na NATO e quem comandaria a força europeia permanente.
Desafios da estrutura e comando
Kubilius destacou dúvidas sobre a espinha dorsal militar europeia: quem a lideraria, como funcionaria o comando e controlo, e como substituir a força permanente dos EUA. Mencionou a hipótese de ministérios e quartéis-gerais europeus no pós-retirada de Washington.
O comissário retomou uma proposta lançada há quase uma década por Juncker, Macron e Merkel, com apoio de especialistas. A ideia é criar uma força europeia de 100 mil militares para reforçar a soberania de defesa da UE.
Contexto internacional
As declarações ocorrem num momento de particular sensibilidade face a atentadas à aliança. A incerteza em relação à satisfação dos EUA com a participação europeia alimenta debates sobre maior autonomia de defesa na UE.
Washington tem incentivado os aliados a assumirem mais responsabilidades e pondera redistribuir tropas na Europa para focar-se na China. A proposta de um Conselho de Segurança Europeu também foi defendida por Kubilius durante a visita a Portugal.
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