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Chuva e a qualidade dos candidatos não desmobilizam eleitores

Voto antecipado atrai centenas em Lisboa, apesar do descontentamento com os candidatos e a campanha, numa tentativa de reduzir a abstenção

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Foto: Marcos Borga/Lusa
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  • O voto antecipado reuniu, este domingo, na Cidade Universitária, em Lisboa, várias centenas de eleitores empenhados em cumprir o dever cívico.
  • Entre os 27.653 inscritos para votar em mobilidade nas 118 secções de voto da capital, distribuídas por sete edifícios daquele polo, estava Nuno Soares, que votou hoje por estar em Lisboa apenas hoje.
  • Nuno Soares, de 64 anos, disse que é um dever cívico, mesmo considerando que o nível dos candidatos está aquém de eleições anteriores e que a campanha foi pouco esclarecedora.
  • Leonardo Conceição e Maria Leonor Castro criticaram a campanha e a qualidade dos debates; Maria Castro afirmou que o número de candidatos não compensa a falta de qualidade.
  • Sofia Saavedra, de 18 anos, disse que votou pela segunda vez e que o voto tem impacto grande; se não estivesse inscrita para mobilidade, iria ao Algarve no dia 18, dependendo dos exames.

O voto antecipado reuniu várias centenas de pessoas na Cidade Universitária, em Lisboa, nesta manhã de domingo. A massa mostrou-se empenhada em cumprir o dever cívico, apesar da insatisfação com os candidatos e com a campanha para as eleições presidenciais.

Entre os 27.653 eleitores inscritos para votar em mobilidade nas 118 secções distribuídas por sete edifícios do polo universitário, esteve Nuno Soares, que não estaria em Lisboa no dia 18, quando se realizam as eleições presidenciais. A decisão de votar hoje foi apresentada como cumprimento de uma obrigação cívica, independentemente de concordar ou não com quem concorre.

Para o eleitor de 64 anos, o voto antecipado poderá contribuir para reduzir a abstenção, ainda que reconheça que Portugal enfrenta problemas de engajamento cívico. Afirma que, se é um direito, deve ser exercido, e que assim se evita ficar à margem.

No entanto, o nível dos candidatos foi considerado inferior a eleições anteriores, e a campanha foi descrita como pouco esclarecedora. Um dos votantes salientou o surgimento de uma conversa vazia, marcada por ataques, em detrimento de programas.

Outra opinião aponta para a necessidade de debates mais substantivos sobre propostas e menos rivalidades desportivas entre candidatos. Sugeriu que se promovam debates temáticos com igual número de intervenções, para esclarecer propostas, em vez de confrontos diretos.

O eleitor mais velho, de 70 anos, deslocou-se à Cidade Universitária por não saber se estaria em Lisboa no dia oficial de voto. Reforçou a ideia de não se sentir totalmente esclarecido pela campanha, destacando que não é apoiador de clubes nem na política nem no desporto.

Também Maria Leonor Castro admitiu, à Lusa, que não está satisfeita com o leque de 11 candidatos. Considera que há menos qualidade que em dias anteriores e associou a abstenção a fatores mais profundos do que apenas o local de recenseamento.

A candidata de 72 anos entende que o número de candidatos não é determinante para a abstenção; a qualidade das propostas é o que mais pesa, segundo a sua perspetiva. Afirma que os motivos de desinteresse vão para lá da contagem de concorrentes.

Para a jovem Sofia Saavedra, que vota pela segunda vez, a campanha foi relativamente esclarecedora e o voto tem um impacto significativo. Caso não estivesse inscrita no voto em mobilidade, estaria no Algarve no dia 18, por motivos académicos, destacando a importância do exercício eleitoral.

Caso não tenha inscrito para mobilidade, Sofia salientou que a distância entre regiões seria um obstáculo diferente, evidenciando o peso da mobilidade na participação. A jovem sublinhou ainda que, desde muito cedo, a participação cívica é apresentada como crucial para o futuro do país.

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