- Catarina Martins, candidata do Bloco de Esquerda, promete agir como “travão de emergência” aos aumentos de rendas, vetando o pacote de habitação aprovado pelo Governo.
- Criticou o ministro Joaquim Miranda Sarmento por considerar que 1.000 euros/mês é renda baixa, dizendo que não aceitará uma renda moderada de 2.300 euros.
- Em visita à Bouça, Porto, afirmou que a crise da habitação afeta profissionais de saúde e professores, classificando o tema como uma “questão de regime”.
- Lembrou que Portugal é recordista na diferença entre salários e rendas e que, segundo a Eurostat, os preços da habitação cresceram acima da média da União Europeia no terceiro trimestre de 2025.
- Abordou a política de ódio e imigração, defendendo solidariedade e cooperação europeia e a aplicação do direito internacional, considerando este um momento de definição nas eleições.
Catarina Martins levou o debate da campanha para a área da habitação, repetindo que a região já conheceu crises de custos e acesso. A candidata do BE prometeu atuar como travão ao aumento das rendas, a partir de Belém, caso seja eleita presidente. A intervenção ocorreu após uma primeira semana dedicada aos problemas do SNS.
Aposta a dar prioridade à habitação pública para trabalhadores, apontando para uma hipotética rejeição ao pacote governamental sobre este tema. Martins desafiou os adversários a clarificarem as suas posições e criticou uma renda considerada baixa pelo ministro em causa, defendendo limites diferentes para o valor de renda.
Habitação como eixo estratégico
O discurso decorreu junto da Associação de Moradores da Bouça, no Porto, associação fundada em 1975 no âmbito do SAAL, evidenciando que a crise de rendas afeta também professores e profissionais de saúde. A bloquista descreveu o tema como uma crise de regime, destacando o impacto económico na vida comunitária.
Martins lembrou que Portugal enfrenta uma grande disparidade entre salários e rendas, citando dados da Eurostat sobre o incremento dos preços da habitação no terceiro trimestre de 2025. Acrescentou que a crise tem consequências para o comércio local e para a coesão social da cidade do Porto.
Perspetivas nacionais e internacionais
A candidata associou o problema a uma visão global, questionando políticas de imigração e a forma como o discurso de ódio pode afetar comunidades inteiras. Citou situações internacionais para fundamentar a necessidade de cooperação europeia e observou que soluções nacionais não devem isolar o país.
Para concluir, apontou que a próxima etapa eleitoral envolve definir claramente a posição sobre questões de políticas públicas e cooperação internacional. A defesa de um caminho de solidariedade e de proteção de direitos constituiu o eixo do discurso, sem fazer opções políticas imediatas.
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