- André Ventura desafia Luís Montenegro a explicar o que faria na segunda volta, entre ele e António José Seguro, e questiona quem Montenegro escolheria entre ambos.
- Em Portalegre, Ventura comprou tangerinas para simbolizar o tema político do próximo número, afirmando que as “laranjas vão ficar pequenas no dia 18”.
- O Chega alega que houve negociações entre o PS e o Chega em áreas como imigração, nacionalidade, descida de impostos e habitação, e sustenta que isso foi feito em prol do país.
- Ventura diz que, se Montenegro apoiar o candidato do PS na segunda volta, estaria a favorecer um socialista, o que seria oposto ao caminho de neutralizar o PS pelo PSD e pelo Chega.
- O candidato presidencial admite que não passar à segunda volta é negativo para ele, rejeita a ideia de recontagens e atribui eventuais falhas ao seu próprio trabalho, não às urnas.
André Ventura voltou a colocar Luís Montenegro no centro do debate da segunda volta, questionando o que o líder do PSD fará perante a hipótese de uma candidatura entre António José Seguro. O momento ocorreu em Portalegre, onde o candidato do Chega instalou a narrativa política num cenário de mercado local.
Ventura escolheu um gesto simbólico em Portalegre, comprar tangerinas no Mercado Municipal para ilustrar o seu discurso sobre o dia 18. O objetivo é criar uma imagem de força e preparar o terreno para o confronto entre candidatos.
O cabeça de lista do Chega lembrou negociações entre PS e Chega em matérias como imigração, nacionalidade e habitação, defendendo que houve um trajeto comum. afirmou que, se Montenegro apoiar Seguro na segunda volta, os eleitores perceberão que prefere um socialista.
A certa altura, Ventura afirmou que, se não chegar à segunda volta, isso seria negativo, mas não excluiu nenhum cenário. Garantiu assumir a responsabilidade pelo resultado, sem atribuir culpas a urnas ou boletins.
O dia terminou com o político a reagir a declarações de Pedro Santana Lopes sobre a Presidência. O líder do Chega associou a ideia de que, em caso de outra candidatura, Santana Lopes poderia apoiar essa opção, mantendo-se o tom crítico em relação a Seguro.
Ventura terminou a manhã em Portalegre com uma leitura ainda mais direta sobre as consequências políticas de uma eventual segunda volta. Reiterou que a neutralização do Partido Socialista tem sido um objetivo partilhado entre PSD e Chega.
Análise política em Portalegre
- Ventura insiste na necessidade de clarificar posições entre Montenegro e Seguro.
- O objetivo é explorar cenários de alianças na segunda volta e a leitura dos eleitores.
- O tom permanece de confronto estratégico entre os principais atores.
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