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Rangel diz que votar em Seguro e Gouveia e Melo é votar em branco

Rangel alerta: não é tempo de venturas; votar em Seguro ou Gouveia e Melo é voto em branco, em defesa de estabilidade em Belém

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Rangel diz que "não é tempo de venturas" e que votar em Seguro e Gouveia e Melo é “votar em branco”
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  • O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que não é tempo de venturas e reafirmou apoiar Luís Marques Mendes para a Presidência, dizendo que votar em António José Seguro ou Henrique Gouveia e Melo equivale a votar em branco.
  • Rangel pediu aos apoiantes para não subestimar o desfecho da eleição de dezoito de janeiro, apesar de apostar na vitória de Mendes e de considerar a semana recente de barómetros apenas um aquecimento.
  • Afirmou que, face ao contexto internacional, o cenário não admite aventuras liberais que possam comprometer a estabilidade, a previsibilidade e a cooperação com o Governo, citando João Cotrim de Figueiredo e a IL.
  • Criticou ainda o tempo para “aventuras militares” e atacou António José Seguro, afirmando que o socialista esteve ausente de Portugal durante muito tempo e que o seu pensamento permanece desconhecido.
  • Concluiu que, para ter governabilidade estável, os portugueses devem apoiar Luís Marques Mendes, em vez de votos em branco que, na leitura de Rangel, não apontam o que o país precisa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pediu prudência face às sondagens e afirmou acreditar que Luís Marques Mendes ficará em primeiro na eleição presidencial. O alívio de eventuais “aventuras liberais” foi o mote para o apelo ao voto claro em propostas estáveis.

Durante um almoço-comício da candidatura de Marques Mendes em Vila Verde, Rangel apontou que o cenário atual não favorece mudanças radicais. Participaram José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, e Hugo Soares, secretário-geral e líder parlamentar do PSD.

O ministro comentou os barómetros da última semana, que colocam o candidato apoiado por PSD e CDS-PP numa posição de quinta. Rangel ironizou o clima de incerteza entre os apoiantes dos diferentes candidatos.

No centro das intervenções esteve a ideia de que o percurso eleitoral ainda está a aquecer, com Rangel a assegurar que Marques Mendes chegará primeiro à meta no dia 18 de janeiro. Não houve espaço para dúvidas sobre o desfecho esperado.

Não é tempo de venturas

Apesar da confiança na vitória de Marques Mendes, Rangel alertou para a possibilidade de mudanças rápidas no quadro político. Referiu riscos associados a uma aventura liberal que possa abalar a estabilidade social e a previsibilidade governativa.

O ministro voltou a atacar o que designou como uma “aventura liberal” associada ao líder da IL, João Cotrim de Figueiredo, e criticou as propostas do partido, como a taxa única no IRS e a privatização da Caixa Geral de Depósitos. Também mencionou uma carta considerada inoportuna ao primeiro-ministro.

Adversários e opções de voto

Rangel criticou a atuação de Gouveia e Melo, almirante da reserva, apontando para a falta de clareza sobre o que defendem. Referiu ainda António José Seguro, dizendo que esteve ausente do debate público durante anos e que o seu pensamento é pouco conhecido.

Para o ministro, votar em António José Seguro equivaleria a votar no almirante Gouveia e Melo, classificando ambos como “duas caixas que estiveram sem falar sobre Portugal”. Reforçou a necessidade de escolher alguém com disponibilidade para governar o país.

Rangel concluiu sublinhando que, para ter governabilidade, Portugal precisa de uma liderança estável, independente de pressões e capaz de manter o país em linha com o Governo, sem perturbar a atividade governativa.

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