- No final da primeira semana de campanha, Paulo Raimundo juntou-se a António Filipe no maior comício da candidatura até à data, em Vila Nova de Gaia, diante de cerca de 800 apoiantes.
- Um desfile a acompanhar o comício percorreu uma rua até ao Espaço Herança Magna, com cânticos que diziam que António Filipe é a “solução” para os trabalhadores.
- Raimundo elogiou António Filipe, agradecendo por trazer à campanha “a realidade da vida da maioria” e por ser “o rosto da esperança” para trabalhadores, populações e juventude.
- O discurso destacou três artigos da Constituição — 64º, 65º e 7º — associando-os à saúde, habitação e paz, e afirmou que António Filipe é o candidato defendido por esses capítulos.
- O líder exigiu transformar as eleições num referendo às políticas do Governo, defendendo um “novo rumo” com valorização de salários, pensões, serviços públicos e habitação, além de controlo público de setores estratégicos.
No primeiro grande comício da sua campanha, Paulo Raimundo juntou-se a António Filipe em Vila Nova de Gaia, num evento que marcou o final da primeira semana de campanha. Cerca de 800 apoiantes ouviram o discurso em que os intervenientes destacaram a mobilização de trabalhadores.
O momento contou com um pequeno desfile encimado por dezenas de jovens, que acompanhou o líder do PCP até ao Espaço Herança Magna. No local, a comitiva teve a companhia de figuras como Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, e Sofia Lisboa, mandatária nacional da candidatura.
Raimundo agradeceu a presença e reforçou o papel da candidatura como voz dos trabalhadores e das populações, destacando a proximidade com a vida real e os problemas mais sentidas. O foco foi apresentar António Filipe como rosto da esperança para o SNS, habitação e paz entre povos.
A defesa de um triplo eixo constitucional
O político enfatizou três artigos da Constituição a sustentar a candidatura, associando o direito à saúde ao SNS, o direito a uma habitação digna e o artigo da paz e cooperação entre povos. Criticou, de forma genérica, políticas de retrocesso nos serviços públicos e em áreas sociais.
Foi enfatizada a ideia de transformar as eleições num referendo às políticas do Governo, convidando os cidadãos a votar com base nos problemas vividos, desde salários, contratos a tempo parcial, custo de vida e acesso à habitação.
O discurso concluiu com um apelo à mobilização em várias regiões, fortalecendo a ideia de que o movimento é de todos os trabalhadores. António Filipe respondeu ao desafio com uma promessa de “sobressalto democrático” para a última semana de campanha.
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