- Manuel João Vieira, músico dos Ena Pá 2000, apresentou a sua candidatura à Presidência da República em Belém, após várias tentativas anteriores que só viriam a concretizar-se com o apoio eletrónico.
- Afirmou que a eleição representaria um “limpar de olhos” para a política nacional, que considera apalhaçada e com figuras obscuras nos bastidores.
- Defende que a inexperiência política pode ser uma mais‑valia, permitindo ver os problemas com perspetivas novas.
- Propõe outrora valores constitucionais como o direito à felicidade e à paisagem, além de rever o contrato social e apoiar as profissionais da noite e a saúde, com foco na ciência, tecnologia e identidade portuguesa.
- Frisa que não planeia desistir a favor de outro candidato antes da segunda volta; só depois de 18 de janeiro avaliará quem lhe parece mais viável para apoio.
Manuel João Vieira anunciou a sua candidatura à Presidência da República com o argumento de trazer um olhar novo à política nacional. O músico dos Ena Pá 2000 diz ter sido motivado por um vídeo que o levou a decidir candidatar-se, após perceber que o Portal da Candidatura permitia avançar sem uma campanha tradicional.
Afirmando-se pela inexperiência política, Vieira sustenta que essa ausência de passagens por estruturas partidárias pode trazer uma perspetiva diferente para Belém. Diz que um presidente sem antecendentes partidários pode oferecer uma visão mais clara do que precisa de mudar.
A campanha, marcada por tom irónico e humor, tenta passar mensagens com linguagem metafórica. O candidato defende que Portugal não deve permanecer num caminho repetitivo, promovendo uso de ciência, tecnologia e valor social da identidade nacional.
Vieira tem estado a falar de mudanças no plano internacional e interno, apontando caminhos para o atraso em áreas como saúde, direito internacional e contrato social. Refere ainda a necessidade de proteger a paisagem e reforçar o apoio a profissionais da noite com um quadro público e atendimento de saúde adequado.
Sobre o processo eleitoral, o candidato diz que não pensa em desistir em favor de outro pré-candidato antes da segunda volta, e aguarda o dia 18 de janeiro para decidir, caso não esteja entre os dois mais votados. Admitiu que pequenas diferenças entre propostas das candidaturas devem ser valorizadas sem mudar o tom do debate.
No tom da campanha, Vieira criticou o que descreve como táticas de ataque entre candidatos e afirmou que o povo merece um debate mais elevado, sem menosprezo ou repetição de mensagens. A posição mantém o foco em clareza de propostas e na visão para o futuro do país.
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