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Gronelândia defende autodeterminação diante de ameaças de Trump

Líderes do Parlamento da Gronelândia defendem autodeterminação face a pressões dos EUA, exigindo diálogo diplomático e respeito pelo Estatuto de Autonomia

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Gronelândia defende direito à autodeterminação perante ameaças de Trump
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  • Os líderes dos cinco partidos representados no Parlamento da Gronelândia defendem o direito dos gronelandeses à autodeterminação face às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump.
  • A declaração aponta que o futuro da Gronelândia deve ser decidido pelos gronelandeses, com base no direito internacional e no Estatuto de Autonomia, sem interferência de outros países.
  • O território é governado pelo direito internacional e pelo Estatuto de Autonomia, e os habitantes elege o Parlamento e o Governo, que irão continuar a cooperar com os Estados Unidos e com os países ocidentais.
  • O apelo é ao diálogo baseado na diplomacia e nos princípios internacionais, vendo o caminho como entre aliados e amigos.
  • O documento foi divulgado antes de Trump afirmar que não permitiria ocupação da Gronelândia por Rússia ou China, com contactos diplomáticos previstos entre EUA, Dinamarca e Gronelândia e discussões sobre reforço da segurança no Ártico.

Os líderes dos cinco partidos representados no Parlamento da Gronelândia defenderam o direito dos habitantes de decidirem o seu futuro, face a declarações de Donald Trump sobre a ilha. O clima de tensão envolve o território autónomo dinamarquês no Ártico.

A declaração conjunta sublinha que a Gronelândia deve seguir o direito internacional e o Estatuto de Autonomia, sendo o povo quem escolhe o seu destino. A mensagem rejeita qualquer ingerência externa e enfatiza a importância do diálogo com os parceiros ocidentais.

Os signatários reiteraram que o território é governado por instituições próprias, com o Parlamento e o Governo eleitos pela população. Mantêm cooperação com os EUA e aliados, respeitando as normas diplomáticas.

Contexto internacional

O texto foi divulgado numa altura em que o Presidente norte-americano ameaçou agir para impedir a aceitação de influências externas na Gronelândia. A imprensa local descreve o tema como uma preocupação de segurança regional.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca e autoridades locais asseguram que a soberania continua a residir na Dinamarca, com a Gronelândia a gerir assuntos internos. A situação mantém o foco na diplomacia e na estabilidade regional.

Próximos passos

O secretário de Estado dos EUA tem agendado contactos com Dinamarca e com representantes da Gronelândia para tratar do tema. Reuniões que visam clarificar posições e evitar escaladas militares.

A linha de políticas da Gronelândia mantém o compromisso com a segurança do território e a cooperação com parceiros ocidentais. Os signatários apontam para um caminho diplomático, baseada em princípios internacionais.

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