- O candidato presidencial criticou adversários com atitude “miss Mundo” e promessas de serem amigos do Governo, defendendo exigência e responsabilidade num país com baixas reformas e problemas sociais.
- Falaram aos jornalistas durante a visita a Santo Tirso, numa conversa com Rui Rio e Isaltino Morais à mesa de um café.
- Afirmou que alguns oponentes dizem que vão ser amigos do Governo para não criarem instabilidade, citando também uma carta de Cotrim Figueiredo ao primeiro-ministro Luís Montenegro.
- Reagiu a perguntas sobre o antigo líder do PS, dizendo que não aceita mudar de estratégia e que o seu discurso é moderado, no centro, evitando generalidades.
- Lembrou a sua atuação na pandemia, garantindo que tomou decisões rápidas e equilibradas, sem indecisão.
O candidato presidencial António Gouveia e Melo criticou neste sábado, em Santo Tirso, o comportamento de adversários que considera ter uma atitude de “Miss Mundo” e promessas de amizade com o Governo. O discurso ocorreu durante uma passagem em que o ex-chefe do Estado-Maior da Armada estava num café da cidade, com Rui Rio e Isaltino Morais na mesa.
Segundo o candidato, a política em Portugal tem de exigir mais responsabilidade e menos promessas fáceis, especialmente perante uma população com reformas ainda insuficientes e problemas sociais visíveis. A crítica recai sobre a retórica de alguns opositores que, na perspetiva dele, evitam assumir medidas corajosas.
Gouveia e Melo sublinhou que não quer criar instabilidade, mas defendeu uma exigência conjunta de rigor para servir a causa pública. Reforçou ainda que a moderação não implica indecisão e destacou a importância de tomar decisões rápidas quando necessário, citando a sua atuação durante a pandemia.
Contraste com estratégias eleitorais
O almirante afirmou que a sua estratégia não é a de evitar problemas nem de recorrer a generalidades. Referiu que o seu discurso é moderado e centrado, defendendo decisões firmes. Questionado sobre críticas a outros intervenientes, recusou comentar de forma ofensiva qualquer adversário.
O tema levou também a referência à carta de Cotrim Figueiredo ao primeiro-ministro, com a qual alguns o associam a estratégias de confronto político. A posição de Gouveia e Melo manteve-se firme na defesa de uma postura responsável sem recorrer a acusações.
O ex-comandante recordou a sua atuação na pandemia, destacando que as decisões tomadas seguiram consensos e equilíbrio. Afirmou que não houve indecisão durante o processo de vacinação e confirmou ter condução firme das ações.
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