- António Filipe pediu um “sobressalto democrático” e um “novo rumo” para o país, em comício em Vila Nova de Gaia, com cerca de 800 apoiantes.
- Propõe valorizar salários, aumentar reformas e pensões, reforçar os serviços públicos e o Serviço Nacional de Saúde, e promover carreiras públicas estáveis e uma habitação não refém de interesses mobiliários.
- Defende que os jovens tenham acesso a graus superiores sem terem de emigrar, e uma política que garanta educação e salários decentes, mantendo a defesa da paz e da cooperação internacional.
- Critica o que chama de consenso neoliberal, acusando privatizações de favorecer o capital estrangeiro, com exemplos como ANA Aeroportos, CTT, EDP, REN e GALP, e opõe-se à “legalização do lobbying”.
- Conta com a presença de Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, e repetirá o comício em Lisboa no domingo; António Filipe é apoiado pelo PCP e pelo PEV.
António Filipe pediu, este sábado, um sobressalto democrático para o país, defendendo um novo rumo. O comício reuniu cerca de 800 apoiantes em Vila Nova de Gaia, junto ao espaço Herança Magna, e contou com a presença de Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP.
O candidato presidencial, apoiado pelo PCP e pelo PEV, apontou prioridades como valorização dos salários, aumentos de reformas e pensões, reforço dos serviços públicos, incluindo o Serviço Nacional de Saúde, e melhoria das carreiras públicas. Defendeu ainda uma política de habitação que não dependa de interesses mobiliários.
António Filipe enfatizou a melhoria da educação e o acesso dos jovens aos graus superiores, evitando a emigração para ter salários condizentes. Também pediu uma mudança na justiça e na distribuição de riqueza, promovendo a produção nacional e recusando submissão externa à União Europeia e à NATO, com defesa da paz e cooperação.
Na crítica ao que designa como consenso neoliberal, o candidato afirmou que os privatizadores defendem políticas favoráveis a interesses estrangeiros. Citou exemplos de privatizações de ANA Aeroportos, CTT, EDP, REN e GALP, afirmando que houve cumplicidade entre poder económico e poderes públicos, agora a celebrar o lobbying.
Afirmou que a campanha avança contra esse consenso e que a sua candidatura representa um novo rumo, inspirado nos valores da Revolução de Abril. O comício de Gaia sucedeu a outras ações de campanha e terá continuidade com a presença de Paulo Raimundo, num evento em Lisboa, no domingo.
Entre os candidatos às presidenciais de 18 de janeiro estão Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, António Filipe, Catarina Martins, António José Seguro, Humberto Correia, André Pestana, Jorge Pinto, Cotrim Figueiredo, André Ventura e Manuel João Vieira.
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