- Pelo menos 45 pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança durante as manifestações que duram há mais de dez dias.
- Os protestos antigovernamentais já se espalharam por quase todo o país, representando um dos maiores desafios ao regime nos últimos anos.
- As autoridades têm respondido com repressão às dezenas de milhares de manifestantes.
- O Irão ficou praticamente isolado do mundo, com o corte de acesso à Internet para toda a população.
- O regime vê as manifestações como uma ameaça apoiada por potências estrangeiras.
O Irão enfrenta já mais de uma década de protestos antigovernamentais que se alargaram a quase todo o território. Pelo menos 45 pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança desde o início das manifestações. As autoridades asseguram que a resposta tem sido necessária para manter a ordem.
As concentrações que se multiplicaram por cidades têm aumentado a pressão sobre o regime. Entidades oficiais e observadores descrevem os distúrbos como provocados por grupos externos, enquanto os manifestantes exigem reformas políticas e realizações de direitos civis.
A situação agravou-se quando as autoridades cortaram o acesso à Internet a toda a população, numa tentativa de conter a mobilização popular. O bloqueio tornou o país praticamente isolado do mundo durante várias horas nesta sexta-feira.
Isolamento digital e resposta do governo
O corte de rede foi apresentado como medida de estabilidade pública, mas gerou críticas internacionais sobre a liberdade de expressão. Organizações locais relatam dificuldades de comunicação entre manifestantes e familiares, bem como entre jornalistas que tentam cobrir a crise.
As informações sobre números de mortos e feridos permanecem em avaliação, com autoridades a manter a versão de que as ações de segurança visam restaurar a ordem. Observadores internacionais pedem verificação independente e garantias de liberdades civis.
Entre na conversa da comunidade