- Eleições presidenciais em Portugal realizam-se no dia 18 de janeiro, com onze candidatos, incluindo vários apoiados por partidos e um independente, marcando o terceiro sufrágio em doze meses.
- André Pestana, independente, promete acabar com subsídios milionários aos partidos e apresentar uma esquerda mais democrática.
- André Ventura, líder do Chega, apresenta-se como antissistema e afirmou querer ser o presidente dos “portugueses de bem”, já envolvendo polémicas em campanhas anteriores.
- António Filipe, jurista e antigo deputado do PCP, defende cumprir a Constituição e priorizar direitos básicos como habitação, saúde e educação, rejeitando poderes excecionais à polícia.
- Os restantes candidatos apresentam propostas diversas, incluindo foco em habitação, Estado social, modernização, transparência e ética institucional, sem consenso entre as candidaturas.
As eleições presidenciais de 2026 seguem-se a uma semana de o público votar em Belém, no dia 18 de janeiro. O escrutínio ocorre num cenário imprevisível, com sondagens a oscilar fortemente e um conjunto diversificado de candidatos. Este é o terceiro sufrágio de um ciclo marcado por eleições legislativas e autárquicas no espaço de Doze meses.
Entre os onze candidatos, destacam-se propostas variadas sobre liderança, políticas públicas e o papel da Presidência. O tema comum é a promessa de mudanças estruturais, cada uma com foco em diferentes áreas estratégicas para o país.
André Pestana
O sindicalista pretende enfrentar os privilégios de minorias políticas e cortar subsídios aos partidos, defendendo uma esquerda mais democrática e de raiz popular. A ênfase está na representatividade e na defesa de direitos sociais.
André Ventura
Líder do Chega, posiciona-se como antissistema e aponta para uma presidência firme. Parte da retórica inclui uma maior ênfase no que designa como responsabilidade dos cidadãos e de setores que considera privilegiados.
António Filipe
Jurista, ex-deputado do PCP, apresenta-se como defensor dos direitos constitucionais e de políticas públicas que assegurem habitação, saúde e educação. Critica medidas de endurecimento policial.
António José Seguro
Candidato do PS destaca a necessidade de separar as presidenciais de interesses partidários, apresentando-se como garante de ética, independência e ação responsável.
Catarina Martins
Ex-coordenadora do Bloco de Esquerda foca uma presidência orientada pela defesa do Estado social, igualdade e democracia, com atenção especial aos serviços públicos e à proteção dos trabalhadores.
Henrique Gouveia e Melo
Ex-chefe do Estado-M maior da Armada, promete uma presidência independente com rigor, transparência e responsabilização. Defende uma pressão constante sobre governos para manter estabilidade.
Humberto Correia
Candidato independente destaca a habitação como prioridade absoluta, apresentando um discurso centrado em problemas concretos e nas condições de vida dos cidadãos, com base em experiência pessoal de migração.
João Cotrim de Figueiredo
Antigo líder da Iniciativa Liberal defende modernização e reformas estruturais, com visão de futuro para o país e uso das instituições para combater suspeitas sem recorrer a medidas excecionais.
Jorge Pinto
Candidato do Livre critica a lógica do voto útil e defende uma presidência presente, centrada em justiça social, sustentabilidade e maior transparência, com foco em direitos sociais.
Manuel João Vieira
Candidato-figura da sátira, apresenta promessas que misturam humor com propostas públicas, defendendo uma agenda cultural e uma presença marcante em Belém, visando atrair atenção para temas sociais.
Luís Marques Mendes
Ex-líder do PSD, apresenta-se como candidato institucional, com foco em estabilidade, experiência e mediação, afastando-se de agendas partidárias e defendendo uma presidência capaz de agir com independência.
João Pinto
Candidato do Livre reforça o apelo a uma presidência capaz de responder a problemas reais dos portugueses, com foco em educação, saúde e justiça social, mantendo diálogo com diferentes forças.
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