- A ministra da Agricultura de França, Annie Genevard, anunciou um plano de medidas de curto prazo e estruturais no valor de 300 milhões de euros para responder aos protestos do setor agrícola.
- As medidas incluem 130 milhões de euros para arrancar vinhas no sudoeste do país.
- O fundo de água é triplicado para 60 milhões de euros, visando fomentar a criação de reservas hídricas.
- O fundo de apoio aos criadores de gado afetados pela dermatose nodular bovina sobe para 22 milhões de euros.
- A agenda inclui aumentar a quota de caça ao lobo, rever regulações e obter compromissos da Comissão Europeia para neutralizar os efeitos do mecanismo de ajuste fronteiriço de carbono nos preços dos fertilizantes; há ainda um plano de saída da crise para a indústria vitivinícola.
A ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard, anunciou hoje um pacote de medidas de curto prazo e estruturais, no valor de 300 milhões de euros, para responder aos protestos do sector agrícola. O objetivo é enfrentar as reivindicações dos agricultores face ao acordo UE-Mercosul.
O conjunto de medidas inclui 130 milhões de euros destinados a arrancar vinhas no sudoeste do país, para reduzir custos e apoiar a reconversão. Mantém-se o foco no reforço de reservas de água com um fundo triplicado para 60 milhões de euros.
Outro ponto é o aumento do apoio aos criadores de gado, com o fundo a duplicar para 22 milhões de euros, para mitigar os impactos de doenças. Este movimento de protesto teve início em dezembro, em meio a críticas ao acordo com o Mercosul.
A governante afirmou que o governo ouviu o que classificou como um grande sinal de alarme vindo dos agricultores, refletido nos protestos em Paris na véspera. A mensagem foi considerada bem recebida pela equipa do Ministério.
Medidas anunciadas
Além dos fundos para vinicultura e gado, Genevard anunciou o aumento da quota de caça ao lobo, a revisão de regulamentações e compromissos da Comissão Europeia para neutralizar efeitos do mecanismo de ajuste fronteiriço do carbono nos preços dos fertilizantes.
A ministra mencionou ainda um plano de saída da crise para a indústria vitivinícola, que enfrenta queda de consumo, alterações climáticas e impactos de disputas comerciais, incluindo tensões com a China e os EUA. Fontes oficiais reiteram o foco em estabilidade setorial.
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