- A X limitou o uso do Grok, a ferramenta de IA, a apenas subscritores pagos para criar e editar imagens, a partir desta sexta-feira.
- O Grok permitia carregar e editar fotos para representar pessoas de várias formas, incluindo imagens de pessoas nuas, o que gerou múltiplas denúncias de conteúdo sexualizado sem consentimento.
- Elon Musk afirmou no X que qualquer pessoa que utilize o Grok para criar conteúdo ilegal enfrentará consequências.
- A Comissão Europeia disse que a medida não altera a condenação de imagens sexualizadas de mulheres e menores e mantém a investigação ao funcionamento dos algoritmos do X.
- Reações internacionais incluem críticas de governos, com quem o X pode enfrentar sanções futuras, e questionamentos sobre a transformação da funcionalidade num serviço premium.
A rede social X, propriedade de Elon Musk, limitou o uso da ferramenta Grok para edição de imagens aos utilizadores com assinatura paga. A mudança surge após várias denúncias de criação de imagens sexualizadas sem consentimento. A decisão afecta quem pretende editar conteúdos com o Grok.
Antes, o Grok era gratuito e permitia carregar e editar fotos, incluindo pedidos para tornar pessoas nuas em imagens editadas. As denúncias levaram a uma pressão pública e a ações regulatórias em várias jurisdições.
A partir desta sexta-feira, a plataforma informou que a geração e edição de imagens passam a estar reservadas a utilizadores pagos, com acesso às funções de edição sob a responsabilidade do utilizador. O registo de nome e dados de pagamento passa a acompanhar as imagens.
Reações internacionais
A Comissão Europeia declarou que a medida não altera a condenação de conteúdos anteriores criados com o Grok. O porta-voz da política digital afirmou que o objetivo continua a impedir imagens de mulheres ou menores nus, independentemente do tipo de acesso.
Fontes oficiais indicaram que a UE mantém aberta a investigação sobre o funcionamento dos algoritmos do X, com a possibilidade de medidas adicionais, incluindo restrições ao Grok, ainda em análise. Regnier destacou que não aceitam este tipo de conteúdo.
Na mesma linha, um porta-voz do primeiro-ministro britânico comentou que a nova medida transforma uma funcionalidade ilegal numa opção premium e mostrou preocupações com as vítimas de misoginia e violência sexual.
- A notícia cita a agência EFE como fonte principal das informações sobre as alterações na plataforma.
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