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Paulo Cafôfo afirma que para falar da Venezuela é preciso ter estado lá

Paulo Cafôfo defende que só quem viveu na Venezuela entende o povo; propõe transição democrática dirigida pelos venezuelanos e proteção dos conterrâneos

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Para falar da Venezuela é preciso ter estado lá
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  • Paulo Cafôfo afirmou que, na Venezuela, aconteceu a saída de Nicolás Maduro, evento desejado há muito tempo, numa intervenção sobre o país onde residem muitos portugueses.
  • O dirigente do PS disse que o partido está ao lado dos conterrâneos, partilha emoção e alívio com a captura de Maduro, mas também as suas angústias e expectativas quanto ao futuro.
  • Criticou quem comenta sobre a Venezuela sem a conhecer, dizendo que é preciso entender o povo venezuelano que vive lá e que continua a acreditar num futuro diferente.
  • Questionou a possibilidade de uma transição democrática alinhada com os Estados Unidos e pediu que se priorizem os direitos dos venezuelanos, incluindo a libertação de presos políticos.
  • Defendeu que Portugal assuma um papel de liderança na mediação da transição, com foco na segurança dos compatriotas, planos de evacuação, apoio social e consular, e inclusão de madeirenses e lusodescendentes que vivem no país.

Na Venezuela, segundo Paulo Cafôfo, finalmente ocorreu o que muitos há muito desejavam: a saída de Nicolás Maduro da presidência. O sublinhou numa intervenção onde analisou a situação daquele país, onde residem centenas de milhares de portugueses e lusodescendentes.

O deputado, ex-secretário de Estado das Comunidades, não concorda com leituras que, afirma, ignoram a realidade no terreno. Ele sustenta que é preciso compreender um povo oprimido que ainda acredita num futuro melhor, e que falar da Venezuela exige conhecer tanto o país como a comunidade portuguesa aí presente.

Cafôfo lamenta que haja quem discuta a legalidade da operação para deter Maduro sem considerar os direitos dos venezuelanos, incluindo prisões políticas, fuga de milhões de pessoas e fome generalizada. Questiona também a possibilidade de uma transição articulada com os EUA para manter o regime.

O político defende que Portugal, pela dimensão da sua comunidade na Venezuela e pela relação com os EUA, deve assumir um papel de liderança numa transição democrática. Propõe atuação como mediador credível, com foco na proteção dos direitos humanos e na soberania venezuelana, em coordenação com o Governo da República.

Além disso, Cafôfo sublinha a necessidade de assegurar a segurança dos nuestros compatriotas no país, com planos de contingência atualizados e apoio consular e social. O objetivo é também fortalecer a proteção diplomática, bem como o apoio aos madeirenses que vivem na Venezuela.

Por fim, o deputado aponta para a importância de preparar a Madeira para eventuais retornos de venezuelanos que desejem regressar, garantindo acompanhamento e estratégias de integração para quem escolhe ficar ou regressar.

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