- O candidato Jorge Pinto afirmou que a sua candidatura à Presidência de Portugal vai até ao fim, devido à ausência de resposta das outras esquerdas a um pacto republicano.
- Pinto repetiu que o seu compromisso é defender a Constituição num ano em que a norma está “seriamente ameaçada” e fez o apelo pela união entre as esquerdas.
- Em declarações à entrada de uma reunião na Ordem dos Advogados, o candidato disse que o assunto está encerrado enquanto não houver resposta das restantes candidaturas.
- O único debate com todos os 11 candidatos transmitido pela RTP ocorreu na terça-feira, onde Pinto disse não ser por ele que António José Seguro será Presidente da República.
- As eleições estão marcadas para 18 de janeiro de 2026, com início oficial de campanha entre 04 e 16 de janeiro, num cenário com 11 candidatos.
Jorge Pinto afirmou hoje que a sua candidatura a Belém vai até ao fim, reagindo à ausência de resposta da esquerda a um possível pacto republicano. O foco é defender a Constituição num ano em que diz haver ameaças, disse aos jornalistas, à entrada de uma reunião na Ordem dos Advogados, em Lisboa.
O candidato, apoiado pelo Livre, reiterou que a decisão é definitiva e que manteve o apelo para um acordo entre as esquerdas, lançado no início da campanha. Afirmou ainda que, na leitura de ontem, o apelo não recebeu resposta suficiente dos rivais.
Jorge Pinto salientou que o tema do pacto está encerrado para si e que continuará a campanha para defender a República. Sobre o comentário de novembro de que António José Seguro não seria Presidente, esclareceu que se referia ao esforço de um acordo entre as esquerdas, que não se materializou.
Disse ainda que o conceito de voto útil foi já explicado e que, caso não tenha ficado claro, fica para que hoje haja entendimento. O candidato reiterou o compromisso de enfrentar o que considera uma ameaça sem precedentes à Constituição.
Durante o debate transmitido pela RTP, o cabeça de lista destacado pelo Livre desafiou os outros candidatos da esquerda a evitar uma vitória que permita uma revisão da Constituição. A eleição presidencial ocorre a 18 de janeiro de 2026, com 11 candidatos em disputa.
Caso nenhum candidato obtenha mais de metade dos votos, segue-se uma segunda volta a 8 de fevereiro entre os dois mais votados. Entre os concorrentes encontram-se nomes como Gouveia e Melo, Marques Mendes, António Filipe, Catarina Martins, António José Seguro, Humberto Correia, André Pestana, Cotrim Figueiredo, André Ventura e Manuel João Vieira.
A campanha decorre de 4 a 16 de janeiro, num momento em que o país se prepara para uma eleição histórica, com um conjunto diversificado de personalidades a concurso.
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