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Esquerda não facilitará o caminho a Seguro

A esquerda permanece dividida, sem alianças claras, enquanto Seguro pressiona rivais a desistirem, arriscando a viabilidade de uma segunda volta

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  • Em 2026, António José Seguro enfrenta dificuldades para congregar a esquerda à medida que os rivais não convergem em torno de um único candidato.
  • Jorge Pinto, do Livre, sugeriu desistir se Catarina Martins e António Filipe fizessem o mesmo, mas a ideia foi rejeitada por estes, consolidando a aposta em Seguro.
  • Catarina Martins (Bloco de Esquerda) e António Filipe (Partido Comunista Português) defendem a vitalidade dos seus partidos e afastam alianças com Seguro, mantendo o foco na campanha.
  • O Bloco de Esquerda e o PCP têm receios sobre a possibilidade de Seguro vencer sem o apoio essencial da esquerda, e já manifestaram que não há convergência provável.
  • Durante o debate e após declarações de Jorge Pinto, Catarina Martins reiterou que a esquerda tem de votar de forma responsável e que não há ligações com o que foi discutido; Pinto manteve a posição de desistir apenas se outros também o fizessem.

O pano de fundo é uma corrida presidencial marcada pela franja da esquerda a tentar, mais uma vez, unir votos em torno de António José Seguro. Em 2026, o objetivo persiste: devolver a liderança de Belém a um bloco da esquerda, 20 anos depois de Jorge Sampaio. Até agora, a frente não se consolidou de forma suficiente para evitar uma primeira volta sem maioria de votos de esquerda.

Em termos práticos, os apoios têm sido contestados e as desistências propostas dividem os aliados. Jorge Pinto, do Livre, sugeriu abrir a porta à desistência em benefício de um acordo entre Catarina Martins e António Filipe, o que gerou reação agressiva dentro do Bloco de Esquerda e entre os outros agentes da esquerda. A pressão visa criar uma frente comum, mas ainda não resultou em consenso.

Catarina Martins e António Filipe resistem a alinhar com Seguro e procuram manter a autonomia dos respetivos pacotes partidários. O Bloco de Esquerda ainda expressa desagrado com a ideia de uma desistência conjunta, enquanto o PCP tem estado contido em termos de convergência a nível de candidatura único. O cenário permanece incerto para a primeira volta.

Jorge Pinto manteve o argumento de uma possível desistência para criar uma vitória da esquerda, mas viu críticas internas. No debate de televisão, a bloquista evitou falar pela via da colaboração anunciada por Pinto, reiterando a sua posição de independência de alianças mediáticas.

Os movimentos de Catarina Martins indicam uma estratégia de demonstração de vitalidade do Bloco, ao mesmo tempo em que o apelo a uma união com o PCP permanece distante. As posições dentro da esquerda mantêm-se dispersas, com a ideia de convergência a cada momento a ser discutida de forma informal nos bastidores.

Em Lisboa, a candidata do Bloco reiterou que não propõe acordos que comprometam a pluralidade da esquerda. Foi enfatizado que a democracia se sustenta na diversidade de escolhas, sem indicar que haja garantias de que Seguro vencerá na segunda volta sem apoios pré-estabelecidos de outros partidos.

Olhando à frente, a corrida segue com o escrutínio centrado na persuasão de eleitores de esquerda que poderão decidir a segunda volta. A coligação de forças permanece sujeita a ajustes de última hora, à medida que os candidatos tentam consolidar apoios sem perder a identidade de cada partido.

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