- Cotrim de Figueiredo disse que, se fosse Presidente, chamaria o primeiro-ministro Montenegro a Belém para recomendar a demissão da ministra da Saúde; se não fosse atendido, não faria birra, respeitando a Constituição.
- Considera o caso de Ana Paula Martins uma mistura de falta de diligência profissional e inconscência sobre as proporções políticas, criticando a ideia de que 100 ambulâncias fariam diferença.
- Em Pedrógão Grande, afirmou que Marques Mendes não é o candidato com quem o Governo de Montenegro melhor conviveria, apresentando-se como aliado mais fiável para reformas.
- Afirmou que foi o único candidato a dizer, sem hesitações, que promulgaria o pacote laboral, sugerindo que esse candidato está mais próximo do Governo para levar adiante reformas.
- Pediu à Procuradoria-Geral da República que explique rapidamente se há matéria para dúvidas sobre o comportamento de um dos candidatos, e falou após a visita ao memorial de Souto Moura, destacando o gasto de três milhões de euros e a necessidade de preparação do Estado para incêndios em janeiro.
João Cotrim de Figueiredo afirmou esta tarde, em Pedrógão Grande, que, se fosse Presidente, chamaria o primeiro-ministro Belém e pediria a demissão da ministra da Saúde numa conversa particular. Se o PM não aceitasse, não anunciaria medidas adicionais, lembrando que a Constituição não lhe confere poderes executivos.
O ex-líder da Iniciativa Liberal explicou que o poder de contrapeso pode existir, mas tem custos. Afirmou que exagerar com uma pressão não resultaria em “birra” oficial, mantendo-se dentro das competências constitucionais do Presidente.
Cotrim de Figueiredo criticou a atuação da ministra Ana Paula Martins, considerando-a uma mistura de desleixo profissional e inconscência política. Disse que a gestão de recursos, como a disponibilização de ambulâncias, não corresponde à necessidade atual de resposta.
Divergência sobre aliados políticos e reformas
Ainda em Pedrógão Grande, o eurodeputado Liberal indicou que Marques Mendes não seria o melhor parceiro de governo para reformas. Alegou que, se o Governo quiser reformas, pode encontrar nele um aliado mais estável do que em outros candidatos.
Horas depois, o candidato reforçou o argumento, comparando promessas eleitorais. Questionou qual candidato destacou-se na defesa de um pacote laborais sem hesitações, sugerindo que o seu perfil é mais próximo do governo que pretende reformas.
Neste mesmo dia, Cotrim de Figueiredo lançou um apelo ao eleitorado já próximo de Montenegro, sinalizando disposição de colaborar com o governo, desde que haja alinhamento em políticas de reforma. Garantiu acatar decisões do primeiro-ministro sem condicionar o processo.
Sobre o debate e a atuação institucional
O ex-presidente da Iniciativa Liberal acompanhou o debate entre Gouveia e Melo e Marques Mendes e descreveu o momento como tenso. Manifestou o desejo de debates mais focados em propostas concretas para o cargo de Presidente.
A pedido, recomendou à Procuradoria-Geral da República que esclareça rapidamente se existem dúvidas sobre contratos de Gouveia e Melo na Marinha, insinuando que a investigação pode influenciar o cenário político.
Cotrim de Figueiredo encerrou a intervenção após visitar o memorial de Souto Moura, em Souto Moura, para homenagear vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande. Disse que, embora apoie a gestão pública, entendeu que os recursos do memorial deveriam ter sido direcionados a revitalizar o território.
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