- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica avisos a países estratégicos no seu segundo mandato, invocando uma versão renomeada da Doutrina Monroe, a Doutrina Donroe.
- Gronelândia: os EUA dizem precisar da ilha por razões de segurança nacional, devido à presença de navios russos e chineses; o governo groenlandês rejeita qualquer controlo norte-americano.
- Colômbia: Trump acusa o presidente Gustavo Petro de facilitar o narcotráfico; Washington já impôs sanções ao país, aliado histórico dos EUA na luta contra as drogas.
- Irão e México: Trump avisa que os EUA poderão agir com dureza se as mortes de manifestantes continuarem no Irão; no México, volta a acusar cartéis de tráfico e imigração ilegal, com a presidente mexicana a rejeitar intervenção militar.
- Cuba: Trump afirma que a ilha está prestes a cair e que não será necessária intervenção militar, mantendo-se as sanções em vigor há décadas.
O segundo mandato de Donald Trump nos Estados Unidos começa a marcar a linha estratégica do país, com avisos a países considerados relevantes para a posição norte-americana. Após uma operação na Venezuela, Trump voltou a invocar a Doutrina Monroe, agora denominada “Doutrina Donroe”, para justificar uma maior influência dos EUA.
Gronelândia
Trump disse que os EUA precisam da Gronelândia por questões de segurança, citando a presença de navios russos e chineses. A ilha, rica em minerais de terras raras, pertence ao Reino da Dinamarca; o governo gronelandês rejeitou a ideia de controlo norte-americano, classificando-a de fantasia.
Colômbia
Horas após a intervenção na Venezuela, Trump dirigiu um aviso direto ao presidente colombiano, Gustavo Petro, acusando o governo de permitir o aumento do narcotráfico. Washington já aplicou sanções à Colômbia, que permanece aliada histórica na luta contra a droga.
Irão
Em meio a protestos no Irão, Trump afirmou que os EUA poderão agir com dureza se a repressão aos manifestantes continuar. O tema foi discutido numa reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em contexto de tensão com ações contra instalações nucleares iranianas.
México
Trump renovou críticas ao México pela luta contra o tráfico de droga e a imigração, afirmando que os cartéis são fortes e que é necessária intervenção. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, rejeitou intervenção militar norte-americana no país.
Cuba
O Presidente norte-americano disse que Cuba está a caminhar para uma mudança, sem necessidade de ação militar. A ilha enfrenta dificuldades económicas agravadas pela perda de apoio venezuelano, num cenário de sanções impostas há décadas.
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