- Em 28 de julho de 2017, a empresa Severo & Monteiro assinou na Base Naval de Lisboa (Alfeite) um ajuste direto de €19.240 para casacos e dolman para oficiais.
- Dias antes, a A. da Costa assinou, na mesma base, um contrato de €75.268 para distintivos, galões, passadeiras, platinas e divisas.
- Ambas as empresas tinham o mesmo objeto social (comércio de vestuário e têxteis) e os mesmos donos (marido e mulher).
- A situação ocorreu quando Henrique Gouveia e Melo era o comandante da Base Naval de Lisboa, com a prática a estender-se nos anos seguintes na Marinha, mesmo após ele ter saído da BNL para, em 2021, chefiar o Estado-M maior da Armada (CEMA).
- O ex-comandante negou ter conhecimento de quem eram os donos das empresas envolvidas.
No quadro de adjudicações na Marinha, surgem casos em que empresas com o mesmo grupo de proprietários participaram como potenciais concorrentes, levantando questões sobre a natureza da competição. Henrique Gouveia e Melo nega ter conhecimento sobre quem eram os donos das firmas envolvidas.
Em 28 de julho de 2017, a Severo & Monteiro assinou na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, um ajuste direto de 19.240 euros para 26 casacos e 122 dolman para oficiais. Dias antes, a A. da Costa assinou, na mesma base, um contrato de 75.268 euros para distintivos, galões, passadeiras, platinas e divisas. Ambas as empresas tinham o mesmo objeto social (comércio de vestuário e têxteis) e os mesmos donos, marido e mulher.
Nesta altura, Henrique Gouveia e Melo era comandante da Base Naval de Lisboa. A prática de alternância entre as duas empresas repetiu-se nos anos seguintes na Marinha, incluindo depois de Gouveia e Melo ter deixado a Base Naval em 2020 e ter, em 2021, passado a Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).
Quem está envolvido
- Os empresários por trás das duas firmas, que oferecem serviços de vestuário e têxteis à Marinha.
- Henrique Gouveia e Melo, então comandante da Base Naval de Lisboa em parte do período, e posteriormente Chefe do Estado-Maior da Armada.
- A Marinha, como entidade contratante, que abriu procedimentos de adjudicação e assinou contratos ao longo dos anos.
Segundo o jornal Sábado, também há registos de dezenas de adjudicações a empresas com os mesmos sócios, insinuando uma repetição de entidades aparentes concorrentes. Gouveia e Melo sustenta não ter tido conhecimento de quem eram os proprietários.
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