- As autoridades dos EUA apresentaram uma nova acusação criminal contra Nicolás Maduro, relacionada com tráfico de droga, ampliando a investigação que começou em 2020.
- A acusação acrescenta narco-terrorismo e crimes com armas, inclui Cilia Flores entre os réus e aponta subornos de centenas de milhares de dólares para intermediar contactos entre traficantes e aかな agência antidroga venezuelana.
- Mantém ligações com redes criminosas como Farc, ELN, Tren de Aragua, além dos cartéis mexicanos Sinaloa e Zetas, alegando envio de toneladas de cocaína para os EUA com proteção de elementos do Estado venezuelano.
- A acusação descreve reuniões entre Maduro e líderes das Farc, mediadas pelo filho do presidente, para trocas de armas por droga; a ligação direta aos cartéis mexicanos permanece menos clara.
- Maduro e Cilia Flores declararam-se inocentes; a audiência seguinte está marcada para 17 de março; Hugo Carvajal pode estar a colaborar com os procuradores.
Os EUA apresentaram uma nova acusação criminal contra Nicolás Maduro, ligada ao tráfico de droga. O processo, que começou em 2020, envolve alegações de colaboração entre o regime venezuelano e redes de narco-tráfico, com envio de cocaína para os EUA.
A acusação acrescenta narco-terrorismo e crimes com armas, incluindo Cilia Flores entre os réus. Alega-se que houve subornos significativos para facilitar ligações entre traficantes e responsáveis de órgãos antidroga venezuelanos. Maduro e Flores declararam-se inocentes.
A investigação sustenta ligações do regime com grupos como Farc, ELN, Tren de Aragua, Sinaloa e Zetas. Afirma que redes enviaram toneladas de cocaína com proteção de elementos do Estado venezuelano.
Carvajal, ex-chefe da inteligência militar venezuelana, pode colaborar com os procuradores. Ele, detido nos EUA, já se declarou culpado e afirmou que o regime funcionaria como o que designam de Cartel dos Sóis.
Maduro e Flores estiveram diante de um juiz federal em Manhattan, com tradução, e reiteraram a inocência. Maduro descreveu-se como um homem decente e afirmou ter sido roubado pelos EUA; o magistrado informou que tais declarações não seriam debatidas de momento.
A defesa indicou que não será solicitada a liberdade sob fiança nesta fase. Nova audiência está marcada para 17 de março, quando deverão prosseguir os procedimentos do caso.
Desdobramentos e contexto
A acusação mantém a ligação entre o chavismo e redes de narcotráfico já mencionadas desde 2020, ampliando-se para narco-terrorismo. Alega-se que as operações brasileiras e colombianas estariam envolvidas indiretamente através de contactos com grupos armados.
As autoridades americanas sustentam que autorizaram o envio de cocaína para território norte-americano, com benefícios para o regime venezuelano. O foco permanece na estrutura de poder e nas ligações entre chefias políticas e operacionais do tráfico.
Analistas apontam que a narrativa sobre fentanil, maioritariamente produzido no México, complica a relação direta com a Venezuela. Ainda assim, o governo dos EUA mantém a estratégia de responsabilizar dirigentes e facilitadores políticos.
A audiência de março deverá esclarecer questões processuais e eventuais colaborações entre testemunhas-chave. Gettys de informações podem emergir através de testemunhos dos colaboradores da acusação, incluindo Carvajal.
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