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Líder da IL propõe caminho paralelo: flexibilização do trabalho e proteção

Líder da Iniciativa Liberal defende caminho paralelo entre flexibilização e proteção dos trabalhadores, sublinhando diálogo com a UGT e consenso

Mariana Leitão
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  • A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, disse que é possível haver um caminho paralelo entre maior flexibilização do mercado de trabalho e proteção dos trabalhadores, após reunião com a UGT.
  • A reunião de quase duas horas permitiu ouvir as reivindicações da UGT e apresentar propostas da IL sobre alterações ao Código do Trabalho.
  • A IL ressalta a importância do diálogo e da concertação social, destacando contributos da UGT e a necessidade de consenso entre competitividade, produtividade e direitos dos trabalhadores.
  • O Governo apresentou o anteprojeto de reforma laboral denominado “Trabalho XXI”, com mais de cem alterações ao Código do Trabalho, que sindicatos dizem promover maior precariedade e desregulação da negociação coletiva.
  • Em reação, a CGTP e a UGT convocaram greve geral para 11 de dezembro, afetando setores como transportes, escolas, hospitais e centros de saúde.

A líder da Iniciativa Liberal (IL) defendeu, após uma reunião com a UGT, que é possível seguir um caminho paralelo entre flexibilizar o mercado de trabalho e manter a proteção dos trabalhadores. A reunião durou quase duas horas e ocorreu em contexto de polémica sobre o anteprojeto governamental “Trabalho XXI”.

Mariana Leitão explicou à Lusa que a IL apresentou as suas propostas para as alterações ao Código do Trabalho, ao mesmo tempo em que ouviu as reivindicações da UGT. A dirigente sublinhou a importância de combinar competitividade com salvaguardas para os trabalhadores.

A dirigente reconheceu divergências entre o partido e a central sindical, mas destacou o valor do diálogo aberto. A IL afirma que o consenso pode surgir através da concertação social e dos contributos de várias partes interessadas.

Diálogo entre IL e UGT

Leitão afirmou que o caminho proposto implica um mercado de trabalho mais flexível, com maior mobilidade laboral, mantendo direitos assegurados, como proteção em caso de desemprego. O objetivo é promover competitividade sem desproteger trabalhadores.

Observou que o Governo, segundo a IL, não pode avançar com alterações que afastem esse equilíbrio. A concertação social é vista como ferramenta fundamental para chegar a consensos entre governos, sindicatos e empresas.

A IL enfatiza a necessidade de produtividade e crescimento económico para promover aumentos salariais, sem perder a proteção dos trabalhadores. A líder reconheceu que o diálogo é essencial para reformas modernas do trabalho.

O Governo apresentou o anteprojeto “Trabalho XXI”, com mais de 100 alterações ao Código do Trabalho. Sindicatos argumentam que as medidas aumentam precariedade, facilitam despedimentos e restringem a negociação coletiva.

Em resposta, a CGTP e a UGT convocaram greve geral para 11 de dezembro. Os setores mais afetados incluem transportes, educação, saúde e serviços de saúde. A negociação social continua como ponto central do debate.

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