- O governo da Gronelândia rejeita entrar em pânico face às ameaças dos Estados Unidos de ocupação e defende cooperação com Washington, mantendo firmeza na postura do território.
- O primeiro-ministro, Jens-Frederik Nielsen, afirmou numa conferência em Nuuk que a Gronelândia não pode ser conquistada e que pretende restabelecer uma cooperação estável.
- Nielsen recusou paralelos com a Venezuela, sublinhando que a Gronelândia é um país democrático há muito tempo.
- A Gronelândia é um território autónomo dinamarquês com cerca de 57 000 habitantes, com recursos minerais significativos e localização estratégica; os Estados Unidos já possuem base militar na região.
- A União Europeia afirmou que a Gronelândia não está à venda, reafirmando respeito pela soberania e pela integridade territorial, com apoio de vários líderes europeus, incluindo o Reino Unido.
- Uma sondagem de janeiro de 2025 indica que 85% dos gronelandeses são contrários à anexação pelos EUA.
O Governo da Gronelândia rejeitou o “pânico” face às ameaças dos EUA de ocupação, defendendo uma postura firme e cooperação maior. O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen explicou, em Nuuk, que a Gronelândia não está sob risco de ocupação e que a melhoria das relações passa pela cooperação mútua.
Nielsen sinalizou uma mudança de postura do território autónomo dinamarquês, sublinhando a necessidade de assertividade sem recorrer a pânico. O chefe de governo acrescentou que a Gronelândia não se pode comparar à Venezuela, enfatizando o caráter democrático do território.
A Gronelândia tem 57 mil habitantes, grandes reservas minerais por explorar e uma posição estratégica. Na história, já sediou bases militares norte-americanas, com atividade que remonta à Guerra Fria.
Reações internacionais e posições da UE
Ao responder a perguntas sobre implicações para a Gronelândia, o presidente dos EUA reiterou que os aliados devem avaliar a situação, mantendo a necessidade de a Gronelândia ser vista no âmbito da segurança nacional. A representante dinamarquesa da Gronelândia destacou a necessidade de preparação para cenários variados.
A UE reforçou que a Gronelândia não é um território à venda, mantendo o respeito pela soberania e pela integridade territorial. Paula Pinho, porta-voz da Comissão, salientou que a UE está em contacto com o primeiro-ministro Nielsen.
Outros apoios políticos chegaram de líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro britânico em exercício, que expressou solidariedade com Copenhaga. A Comissão Europeia reforçou o apelo ao respeito pela soberania e pela inviolabilidade de fronteiras.
Contexto público e dados de opinião
Uma sondagem divulgada no início de 2025 mostra que 85% dos gronelandeses são contrários a qualquer forma de anexação aos EUA, contra 6% a favor. Os números refletem o atual consenso público sobre o tema.
Entre na conversa da comunidade